Gabriel Damásio
Uma carga com cerca de 10 toneladas de alumínio foi apreendida no final da tarde desta quinta-feira por agentes da Delegacia Especial de Turismo (Detur) e soldados do Batalhão de Turismo da Polícia Militar (BPTur). O material estava em um galpão de sucata na Rua Aluísio Campos, bairro Coroa do Meio (zona sul de Aracaju) e, segundo a polícia, pode ter sido roubado da antiga fábrica da Santista Têxtil, no Distrito Industrial (zona sul). Dois homens foram presos em flagrante no local.
De acordo com o delegado Abelardo Inácio, responsável pelo caso, a descoberta do galpão foi o desdobramento de uma apreensão anterior, realizada no último dia 28 por equipes da própria Detur e do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp). Na ocasião, mais oito toneladas da mesma carga de alumínio foram achados em outro galpão de sucata na avenida Delmiro Gouveia, igualmente na Coroa do Meio, o que resultou na prisão de outros três acusados, identificados como Anselmo Mendonça Dantas, Charles Stanley Souza Cardoso e o proprietário do galpão, Fabiano Hideo Kamogawa, apontado pela polícia como o responsável pela compra e revenda do alumínio subtraído.
O segundo galpão foi indicado a partir de informações oriundas da prisão dos três suspeitos. Anteontem, três agentes da Detur constataram a presença do alumínio no depósito e descobriram ainda que uma porta falsa foi aberta em um muro nos fundos do galpão, dando acesso a um matagal onde o alumínio era armazenado. Com o apoio da BPTur e de outra equipe da Detur, os agentes entraram e prenderam o dono do depósito, Cledivaldo Souza dos Santos, 50 anos, e Cícero Juvino Soares dos Santos, 43.
Os dois foram encaminhados à Detur e autuados pelo crime de receptação qualificada, mas passaram pela audiência de custódia no Fórum Gumercindo Bessa e ganharam o direito de responder ao processo em liberdade, por decisão da juíza plantonista Vânia Ferreira de Barros. Cleidivaldo teve que pagar uma fiança de R$ 2 mil para ser solto, enquanto Cícero foi dispensado do custo. Por sua vez, os acusados Anselmo, Stanley e Kamogawa também foram autuados por receptação, mas não passaram pela audiência de custódia e estão com o processo sob análise do Ministério Público desde a última terça-feira.
Abelardo Inácio explica que a carga de alumínio puro foi subtraída ilegalmente do depósito da Santista há cerca de um mês, rendendo um prejuízo estimado em R$ 5 milhões aos proprietários. De acordo com ele, após a estrutura da antiga fábrica ficar praticamente destruída, a carga do material foi levada para estes galpões, onde foram adquiridas pelos receptadores. As ferragens foram carregadas em caminhões pelos policiais e funcionários da Santista, que providenciaram a devolução à empresa. Serras e outras ferramentas usadas para cortar as ferragens também foram apreendidos durante a investigação.
O alumínio é um metal com alto valor de mercado e bastante procurado por indústrias e oficinas de ferragens. Da primeira carga apreendida, quatro toneladas ainda estavam em seu estado bruto e outras quatro já tinham sido preparadas para a revenda, isto é, o oferecimento do material às siderúrgicas. O titular da Detur destacou que, apesar das prisões realizadas e dos quase 20 mil quilos de alumínio apreendidos até o momento, as investigações seguem na tentativa de encontrar outros possíveis responsáveis pela prática dos furtos a alumínio e receptação deste material. (com SSP)


