Polícia encontra explosivos escondidos em uma ponte

A polícia apreendeu mais explosivos desviados para uso em explosões de caixas eletrônicos no interior do estado. O material voltou a ser encontrado embaixo da ponte que divide os municípios de Itaporanga d’Ajuda (Sul) e São Cristóvão (Grande Aracaju), na BR-101, onde uma primeira leva de bombas foi encontrada no último dia 30 de setembro. A nova busca aconteceu na tarde de anteontem e envolveu equipes do Comando de Operações Especiais (COE) e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Ao todo, foram apreendidas quatro espoletas detonantes, 51 espoletas não elétricas, dois rolos de cordel detonante e uma emulsão explosiva encartuchada.
O que chamou mais atenção foi a quantidade encontrada de cordel detonante, que é um explosivo usado para potencializar os efeitos de outros explosivos – inclusive da emulsão, que é a ‘banana de dinamite’ propriamente dita. De acordo com o delegado Jonathas Evangelista, diretor do Cope, este material seria utilizado na montagem das bombas que seriam possivelmente usadas nas ações criminosas. Outra suspeita é de que o material, por ter um alto potencial de detonação, seria suficiente para que as quadrilhas de assaltantes ataquem bancos tanto em Sergipe como em estados vizinhos, como Alagoas e Bahia.
Jonathas explica que a ação é uma continuidade das investigações iniciadas no final de setembro, as quais resultaram na apreensão de outras emulsões (‘bananas’) que estavam escondidas embaixo da ponte de Itaporanga. Nestas buscas, iniciadas a partir de uma denúncia anônima, o Cope prendeu três suspeitos de fornecer estes explosivos às quadrilhas especializadas: John Lenon Batista Santos, Edmar Santos Eleotério (o ‘Pica-Pau’) e Diogo Lima Guilherme. "Após a prisão dos suspeitos, demos continuidade às investigações a fim de localizar outros possíveis envolvidos, quando fomos informados, por meio de denúncia anônima, sobre a existência de materiais explosivos escondidos dentro de uma caixa na mesma ponte da ocorrência anterior", disse o delegado.
Com estas informações, os agentes do Cope fizeram uma varredura no local, encontraram os novos artefatos e pediram apoio ao esquadrão antibombas do COE. Os militares, por sua vez, removeram o material com condições de segurança e o recolheram para fazer uma perícia técnica, cujo laudo será entregue posteriormente ao Cope e anexado ao inquérito já aberto sobre o caso.

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