Polícia prende seis acusados por mais de 20 assaltos em fazendas

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Mais uma grande quadrilha de assaltantes foi desbaratada no interior do estado, Desta vez, foi um grupo que pode ter feito mais de 20 assaltos à mão armada em residências e fazendas de cidades do Baixo São Francisco, como Propriá, Neópolis, Pacatuba e Ilha das Flores. Na noite de anteontem, seis acusados de integrar o bando foram presos em flagrante no povoado Betume, zona rural de Neópolis, durante operação conjunta de três delegacias da região (Pacatuba, Neópolis e Regional de Propriá).

O grupo foi investigado durante dois meses pela polícia, a partir de violentos assaltos registrados na região desde janeiro deste ano. A apuração resultou em mandados de prisão temporária contra dois dos presos: Manoel dos Santos de Oliveira e Missiano dos Santos Silva, acusados de roubo. Os outros foram detidos em flagrante pelos crimes de roubo e associação criminosa: Clauderci dos Santos, Creuza Maria da Conceição Silva, Jorge Luiz Ferreira de Oliveira e Givaldo Gomes de Souza. Todos eles são de Girau do Ponciano (AL) e também eram investigados por assaltos semelhantes ocorridos no estado vizinho.

Segundo o delegado de Pacatuba, Tarcísio Tenório, o grupo se caracterizou pela extrema violência a que submetia os proprietários das residências. "Eles geralmente chegavam às casas no horário do jantar e permaneciam nelas por um longo período, mantendo as vítimas amarradas, torturando e muitas vezes mexendo com as mulheres, ameaçando-as de estupro. Chegaram até a jogar álcool no corpo de um proprietário em Pacatuba, com objetivo de que ele informasse o local onde estaria um cofre ou dinheiro", descreve.

Ainda segundo o delegado, os carros das vítimas também eram levados com tudo o que poderia ser roubado, incluindo alimentos, roupas, aparelhos eletrônicos, joias e muitos pertences.  Em alguns casos, os criminosos levavam tudo nos carros, mas, em outros, também usavam pequenos barcos e atravessavam o Rio São Francisco. "Eles buscavam coisas de luxo, móveis e aparelhos eletrônicos. Muitos deles eram vendidos ou repassados em Arapiraca e alguns objetos ficavam com eles. É tanto que nós conseguimos recuperar alguns pertences nas casas dos acusados", disse o delegado de Neópolis, Tiago Lustosa.

A quadrilha tem ainda vários suspeitos sendo procurados pela polícia – três deles já foram identificados. De acordo com o delegado Hilton Duarte, o grupo pode estar envolvido em uma morte recorrente destes assaltos: em julho deste ano, um vigilante foi violentamente espancado durante o assalto a uma empresa e morreu ao dar entrada no Hospital de Urgência de Sergipe. É também atribuída ao grupo uma tentativa de homicídio ocorrida há duas semanas, também em Propriá, quando um dos integrantes da quadrilha disparou um tiro no rosto de um idoso. A vítima ainda continua internada.

Com os acusados, foram apreendidas nove espingardas de calibres 12, 20, 28 e 32, uma espingarda artesanal de antecarga, três revólveres e 110 munições de vários calibres, incluindo 27 balas de fuzil calibre 762, considerado um dos mais mortais entre todas as armas de fogo. A polícia também apreendeu 11 celulares, quatro carteiras porta-cédulas, uma grande quantidade de dinheiro e três caminhonetes cheias de produtos roubados, além de uma motocicleta e um automóvel Fiat Uno, ambos roubados.  O material estava guardado em duas casas, com as duas mulheres presas.

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