Polícia procura quatro suspeitos por morte de servidor

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A Polícia Civil está à procura de quatro suspeitos pelo assassinato do servidor público José Odálio Correia, que tinha 58 anos e era funcionário da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Ele foi encontrado morto no dia 30 de julho de 2015, dentro da própria casa, no conjunto Novo Horizonte, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Segundo a investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi cometido por Narleno dos Santos Ferreira da Silva, o "Morcego", Robério José dos Santos, Jean Andrade Santos e Gleidston de Santana Matos, o "Guegueu". A identidade e as fotos dos acusados foram divulgadas ontem à tarde pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

De acordo com a delegada Juliana Alcoforado, da 4ª Divisão do DHPP, todos eles já tiveram a prisão preventiva decretada. "A Justiça decretou as prisões e a Polícia pede a colaboração da população, através do 181, para localizar os investigados que se evadiram e atualmente estão em local incerto", disse ela, relatando que a morte de Odálio foi um latrocínio (roubo seguido de morte). Na ocasião, o corpo do servidor foi encontrado já em estado de decomposição, amordaçado e amarrado em seus pés e mãos. A polícia apurou que objetos pertencentes à vítima foram subtraídos da residência, inclusive seu automóvel, um GM Celta branco de placa NVM-9601/SE.
"Com base no histórico de relacionamentos da vítima, foi possível chegar a um rapaz de nome Narleno, conhecido como ‘Morcego’, com quem a vítima passou a manter contato pouco tempo antes de sua morte. Identificou-se então que Narleno, em parceria com Robério, arquitetou todo o plano para assassinar a vítima com o intuito de roubar seu patrimônio. Há, inclusive, a suspeita de que a vítima teve roubado valor expressivo de dinheiro que provavelmente tinha em casa, já que estava se organizando para adquirir um imóvel", detalha a delegada.

Ainda de acordo com a polícia, ‘Morcego’ e Robério agendaram um almoço na casa da vítima para o dia 28 de julho e deixaram avisados dois parceiros, Jean e ‘Guegueu,’ os quais adentraram o imóvel após serem avisados pelos demais, com o intuito de auxiliar a subtração dos pertences. Jean, na verdade, era o único apto a dirigir o automóvel. Quando o corpo foi descoberto, os policiais perceberam que outros bens do servidor foram colocados junto à saída, como se organizados para o roubo. Isto aconteceu porque, segundo a delegada, uma vizinha chegou em casa durante a invasão e isso assustou o grupo, que fugiu sem levar todos os bens da residência.

As investigações se iniciaram pela equipe da 4ª Divisão do DHPP e contou com a parceria da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol). Para a SSP, o caso é considerado complexo e sua elucidação exigiu muito empenho das equipes, já que o veículo e os outros pertences da vítima não foram localizados. A perícia realizada no local da ocorrência também não foi capaz de indicar uma possível autoria.
Qualquer informação sobre os acusados pode ser repassada à polícia através do Disque-Denúncia (181). A ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar.

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