Polícia quer DNA de ossadas achadas no Cafuz

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A Delegacia de Polícia de Laranjeiras (Vale do Cotinguiba) investiga a identidade e a origem de duas ossadas encontradas na tarde de anteontem em uma área de canavial no povoado Cafuz, zona rural do município, próximo à BR-235. Os restos mortais foram encontrados por funcionários de uma usina que cortavam cana na região e recolhidos pelo Instituto Médico-Legal (IML). A pedido da polícia, os despojos devem passar por um exame de DNA para auxiliar na identificação de pelo menos uma das vítimas. A principal suspeita é de esta vítima seja um taxista que desapareceu há cerca de um ano e meio na mesma região.

De acordo com o delegado Marcelo Paes, familiares deste taxista serão chamados ao IML para colher amostras de material genético – para os testes de DNA – e entregar fichas com o registro da arcada dentária do desaparecido. À tarde, uma equipe da delegacia foi à sede do instituto, no bairro São José (zona centro da capital) e conversou com os médicos-legistas que vão trabalhar na identificação das ossadas. Eles já concluíram o processo de limpeza do material encontrado. Por cautela e para preservar a família, o nome do desaparecido ainda não será divulgado pela polícia.

Paes desconfia que o taxista pode ter sido assassinado no canavial ou que o corpo tenha sido ali abandonado, porque, na ocasião do desaparecimento, o carro dele foi encontrado naquelas proximidades. "Até o início da investigação foi feito pela Coordenadoria de polícia do Interior, mas diante da falta de evidências, o caso foi passado para nós de Laranjeiras. E nós já imaginávamos que o corpo desse taxista, nesta época de corte de cana, pudesse ser encontrado", disse o delegado, afirmando que o estado das plantações de cana antes da colheita dificulta a localização imediata de cadáveres.

Além de tentar identificar se uma das ossadas é mesmo a do taxista desaparecido, a polícia quer saber também se a outra é ou não de uma pessoa que estaria acompanhando o rapaz ou de outra pessoa assassinada em um local diferente. "O que nos estranha é encontrar duas ossadas. E nada impede que esta outra vítima seja de outro lugar do estado. Vamos tentar desvendar a partir da identificação do taxista. Se for confirmado que é ele e se ele estava acompanhado de alguém, temos chance de identificar esta segunda pessoa em seguida. Se não, [o canavial] pode ser uma região de desova [de cadáveres], como há muito tempo já foi", ressalta Marcelo.

A expectativa é de que esses exames nas ossadas, incluindo os de DNA, sejam realizados pelo IML, pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF), que já têm laboratórios montados no Rosa Elze, em São Cristóvão (Grande Aracaju). Não há prazo definido para a conclusão dos laudos. Qualquer informação que contribua com esta investigação pode ser repassada à polícia através do Disque-Denúncia (181). A ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar.

Menores mortos – Outro crime investigado pela polícia é o assassinato de dois adolescentes em Itabaiana (Agreste). Por volta das 19h30 de anteontem, eles foram baleados em uma rua no conjunto Francisco Teles de Mendonça, periferia da cidade serrana. Segundo as primeiras informações da polícia, os dois caminhavam na calçada quando desconhecidos passaram por eles a bordo de um carro e dispararam vários tiros, fugindo em seguida. John Lenon Alves Santos, 17 anos, e Edvan de Souza Oliveira, 16, foram socorridos pela vizinhança e internados no Hospital Regional Pedro Garcia Moreno, onde morreram minutos depois. O caso é apurado pelo setor de homicídios da Delegacia Regional de Itabaiana.

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