Policiais civis fazem mais uma paralisação

Os servidores da Polícia Civil e da Coordenação Geral de Perícias (Cogerp) vão fazer uma nova paralisação em protesto contra o Governo do Estado. A partir das 7h de hoje, eles deflagram a chamada "Operação Braços Cruzados", interrompendo serviços como a realização de oitivas de inquéritos em andamento e a confecção de Boletins de Ocorrência e Termos Circunstanciados. Apenas os casos considerados urgentes serão atendidos. O mesmo acontecerá nos institutos Médico-Legal (IML), de Criminalística, de Identificação e de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF).

O protesto é motivado pelo impasse nas negociações entre a categoria e o governo. Os servidores querem, além da revisão salarial, o reenquadramento dos cerca de 200 servidores da Cogerp e de 45 policiais civis que têm mais de 25 anos de carreira e foram remanejados de outros órgãos do Estado para a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ao final da manhã de ontem, o assunto foi discutido em uma reunião entre integrantes do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol) e a secretária adjunta de Planejamento e Gestão, Lucivanda Nunes. De acordo com o sindicato, a reunião quase foi adiada, porque os representantes da SSP e da Secretaria da Fazenda (Sefaz) não compareceram.
Os policiais civis fizeram uma primeira greve em março deste ano, na qual pediam a revisão salarial. Ela foi interrompida depois de uma reunião com o governador Jackson Barreto, na qual foi criada uma comissão paritária dos secretários e dos servidores da Polícia, incluindo o Sinpol e a Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol). Uma nova proposta de revisão salarial ficou de ser apresentada até ontem. A promessa do Sinpol é de que a paralisação de hoje só termine com a divulgação de data para apresentação da resposta governamental.

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