Equipes da Polícia Civil de Sergipe, com o apoio da Polícia Civil do Mato Grosso, deflagraram nesta quarta-feira (19), em Cuiabá (MT) e São Paulo a Operação Siriema. A investigação teve início em agosto de 2021, quando um homem em Itabaiana registrou boletim de ocorrência noticiando ter sido vítima de estelionato qualificado pela fraude eletrônica.
O trabalho realizado nesta quarta-feira teve como objetivo tirar de circulação uma organização criminosa especializada na aplicação de golpes virtuais em praticamente todo o território nacional.
O começo da investigação foi possível depois que um morador de Itabaiana relatou ter sido vítima de golpe. Ele ofertou sua motocicleta na venda pela internet. Em seguida, foi contatado pelo golpista através do WhatsApp e, mediante emprego de argumento ardiloso, foi induzido a entregar o veículo a terceiro interessado. Sofrendo, assim, prejuízo de aproximadamente R$ 12 mil.
Diante dos relatos colhidos, representou-se por medida cautelar para investigar o grupo criminoso. Durante os levantamentos, no curso da qual os analistas da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) de Sergipe’ encontraram indícios do envolvimento da titular da conta beneficiária, juntamente com um filho dela, ambos residentes em Cuiabá/MT.
Na sequência, os investigadores sergipanos aprofundaram a investigação com emprego de técnicas especializadas. E com o avanço do trabalho feito pela Dipol e da Polícia Civil do Mato Grosso foi identificada vasta rede criminosa que atuava desde 2020, ao menos, aplicando golpes virtuais em vários estados do território nacional.
Por fim, diante do apurado, o Judiciário decretou a prisão preventiva e busca domiciliar dos suspeitos.
Outro caso – Policiais civis dos estados de Sergipe e Ceará prenderam uma mulher suspeita de praticar crimes de estelionato por meios cibernéticos. A operação foi realizada na manhã desta quarta-feira (19), na cidade Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza.
No momento da prisão foram encontradas várias cédulas de identidade falsificadas, papel moeda para impressão de novos documentos, aparelhos celulares utilizados na prática de crimes e cartões de crédito em nome de terceiros.
Segundo o delegado Ruidiney Nunes, as investigações tiveram início com o registro de um boletim de ocorrência na Delegacia Regional de Propriá. Na situação, a vítima relatou que estava à procura de uma casa para alugar na praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, então encontrou um anúncio numa plataforma da internet, entrou em contato com o anunciante e realizou o contrato de aluguel. No entanto, percebeu que havia sido vítima de um golpe, pois a suspeita encerrou as conversas.
Durante as investigações, apurou-se que a mulher praticava golpes com frequência, inclusive com uso de vários documentos falsos. Esses documentos eram utilizados principalmente para realizar a abertura de contas bancárias, que eram usadas para receber os valores dos golpes.


