Política de extermínio

 

Audiência Pública abrigada pela Assembleia Le
gislativa de Sergipe tratou de um tema cabe
ludo, difícil de ser admitido sem nenhuma ressalva: de acordo com todos os indicadores sociais, econômicos e de segurança, o Estado brasileiro fecha os olhos deliberadamente para o extermínio da população negra.
O jovem negro, pobre e morador das periferias é alvo recorrente da violência cometida no Brasil. No fogo cruzado entre polícia e bandido, é muitas vezes abatido no calor da bala, ou esquecido no interior de uma cela escura, sem a menor chance de integração à sociedade. Marginalizada em função da própria raça, escolaridade e condição econômica, a juventude negra vem sendo exterminada continuamente, um dia depois do outro, sem intervalo.
Não é por simples coincidência que negros e pardos recebem os menores salários, são vítimas preferenciais da violência e constituem a quase totalidade da população carcerária brasileira. De acordo com todos os estudos sobre violência e raça, estes aspectos estão ligados de modo umbilical. Um não seria possível sem o outro.
O mito da democracia racial não resiste à frieza objetiva dos números. Não bastassem as estatísticas produzidas pelo sistema penal, formado por uma maioria de negros e pobres, presos provisórios, sem julgamento, há ainda a disparidade econômica perpetuada pelo mercado de trabalho. No Brasil, desde a época da escravidão, os negros são os que mais sofrem.

Audiência Pública abrigada pela Assembleia Le gislativa de Sergipe tratou de um tema cabe ludo, difícil de ser admitido sem nenhuma ressalva: de acordo com todos os indicadores sociais, econômicos e de segurança, o Estado brasileiro fecha os olhos deliberadamente para o extermínio da população negra.
O jovem negro, pobre e morador das periferias é alvo recorrente da violência cometida no Brasil. No fogo cruzado entre polícia e bandido, é muitas vezes abatido no calor da bala, ou esquecido no interior de uma cela escura, sem a menor chance de integração à sociedade. Marginalizada em função da própria raça, escolaridade e condição econômica, a juventude negra vem sendo exterminada continuamente, um dia depois do outro, sem intervalo.
Não é por simples coincidência que negros e pardos recebem os menores salários, são vítimas preferenciais da violência e constituem a quase totalidade da população carcerária brasileira. De acordo com todos os estudos sobre violência e raça, estes aspectos estão ligados de modo umbilical. Um não seria possível sem o outro.
O mito da democracia racial não resiste à frieza objetiva dos números. Não bastassem as estatísticas produzidas pelo sistema penal, formado por uma maioria de negros e pobres, presos provisórios, sem julgamento, há ainda a disparidade econômica perpetuada pelo mercado de trabalho. No Brasil, desde a época da escravidão, os negros são os que mais sofrem.

 

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