Preço da gasolina dispara nos postos de Aracaju

Milton Alves Júnior

Menos de 48 horas após os consumidores se depararem com reajuste de 8,87% no valor final do óleo diesel, na manhã de ontem foi a vez de sergipanos, proprietários de veículos abastecidos com gasolina e etanol, voltarem a ser impactados com mais um reajuste na hora de abastecer. Na capital, Aracaju, postos de combustíveis em atuação na região Sul, já revendem o valor do litro de gasolina ao preço de R$ 7,99; já na região mais próxima do centro, o JORNAL DO DIA identificou a revenda com o valor mais baixo: R$ 7,93. A política administrativa adotada pela Petrobras deve continuar proporcionando novos reajuste inflacionários ainda neste primeiro semestre de 2022.
O histórico protagonizado pelo setor ao longo dos últimos três anos mostra que o valor dos combustíveis tem aplicado danos representativos no bolso do consumidor brasileiro. A tabela atualizada de preços indica que somente entre a primeira semana de 2019 e esta sexta-feira, 13 de maio de 2022, o governo federal aplicou um reajuste superior a 170% no valor da gasolina; 110% no valor do etanol; pontuais 118,4% no custo do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP / gás de cozinha); e 164,07% no valor do diesel. Diante do mais recente reajuste, é possível que serviços públicos e particulares repassem o conjunto de aumento para os contribuintes e clientes. No serviço público, haverá redução de veículos no transporte coletivo, caso a tarifa não seja reajustada.
Em conversa com o JD, a direção do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp) revelou que o setor está trabalhando no limite das condições operacionais; a suspensão parcial dos itinerários deve ocorrer por tempo indeterminado, bem como deve atingir vários bairros pertencentes à região metropolitana de Aracaju. Conforme levantamento econômico realizado por técnicos da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), em todo o Brasil, o investimento realizado pelo setor possui uma participação média de 30,2% no custo geral das operadoras do transporte público. Alberto Almeida, gestor do Setransp, garante que desde o final do ano passado chama a atenção da prefeitura de Aracaju para o problema.
“Há quanto tempo estamos detalhando as nossas dificuldades para manter o serviço em operação? Os problemas começaram a se multiplicar e ampliar de forma avassaladora depois que os valores dos combustíveis começaram a sofrer com reajustes consecutivos. Gostaríamos de apresentar agora melhoria do cenário, mas o que estamos vendo é justamente o inverso”, destacou.

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