Preço da gasolina volta a subir no estado

Ainda não há uma estimativa do impacto disso nas bombas, para o consumidor.

Milton Alves Júnior

Ao longo dos últimos dez dias economistas já anunciavam como medida irreversível, que os preços dos combustíveis iriam sofrer reajustes após o dia 30 deste mês, quando ocorre em todo o país o segundo turno das eleições. Apesar das perspectivas indicarem a primeira semana de novembro como momento da disparada inflacionária, na manhã de ontem os contribuintes puderam observar que o preço – sobretudo da gasolina -, nos postos de combustível do país teve alta de 1,47% segundo a pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras não descarta a possibilidade de novos aumentos ainda nesta segunda quinzena de outubro.
Em comunicado publicado no portal Agência Brasil, o governo federal buscou minimizar o impacto do reajuste ao afirmar que este aumento foi registrado após 15 semanas de quedas sucessivas, bem como ocorre após nova alta da gasolina na Refinaria de Maritape, apontada como a maior do país sob integral controle do setor privado. A Acelen, empresa responsável pela sua operação, anunciou no sábado (15) um reajuste de 2%. Ela já havia corrigido os valores 7 dias antes em 9,7%. Os anúncios da Acelen seguem a tendência das variações no mercado internacional. A cotação do barril de petróleo tipo brent, que registrou uma forte queda em setembro, chegando a custar US$ 82, voltou a subir acima dos US$ 90 neste mês.
“Os postos brasileiros também subiram os preços do etanol hidratado. É o segundo aumento consecutivo. O litro tem sido comercializado em média a R$ 3,46. O valor é 2,08% superior ao registrado no levantamento anterior. A pesquisa semanal da ANP aponta ainda uma alta de 0,33% no preço do gás de cozinha. O botijão de 13 quilos tem sido vendido em média a R$ 110,99. Já o diesel se manteve estável, sendo comercializado a R$ 6,51 na semana passada, R$ 0,01 abaixo do último levantamento”, completou o comunicado emitido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

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