Prefeito diz que quer evitar demolição de bares na orla

O prefeito de Aracaju, João Alves Filho, posicionou-se na manhã desta quarta-feira, 19, sobre as ações civis públicas movidas pelo Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE), contra o Município de Aracaju, a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), a Administração estadual (Adema), e União. As ações ajuizadas pelo MPF visam medidas drásticas contra 65 bares localizados entre a orla de Atalaia e a Rodovia José Sarney, promovendo inclusive a derrubada dos mesmos. Para o prefeito, a resolução dessas ações exige diálogo e serenidade, para que isso não prejudique a economia  com os milhares de  desempregos a curto e longo prazo, e em vários setores ligados ao turismo.

"Eu fiquei extremamente chocado. Tinha acabado de chegar de Recife  e fui logo surpreendido com esta notícia. Surpreendido e extremamente preocupado porque eu valorizo muito o meio ambiente. Eu creio que há uma margem de diálogo muito grande, entre a própria Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema). Também o convoquei, junto com o procurador do município, Pinna Junior e a presidente da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), Socorro Cacho, para uma reunião", afirma João Alves.
"Essa medida do MPF, como ela foi anunciada, vai gerar milhares de desempregos já de saída, não só diretamente, mas também indiretamente, porque a grande maioria dos bares que foram mencionados são ícones do turismo de Aracaju", ressalta o prefeito.

O prefeito também destacou que, caso os estabelecimentos deixarem de funcionar, criaria uma reação em cadeia de desempregos no segmento turístico da capital. "Os turistas que vêm a Aracaju vão diretamente para os bares que estão na praia e essa atração vai desaparecer se as coisas forem feitas dessa maneira. Eles vão prejudicar uma das atividades que mais geram emprego. Porque na hora que o turista souber de algo desse gênero, ele vai deixar de vir aqui em Aracaju. Isso irá repercutir também na nossa rede hoteleira. Várias reuniões já aconteceram entre o Ministério Público, a Advocacia Geral da União e a nossa Secretaria de Meio Ambiente. Tudo estava sendo decidido com muita serenidade, por isso fiquei  surpreendido", diz João Alves.

João Alves acredita que com as reuniões tudo se resolva de forma que não haja ônus aos proprietários dos bares listados pelo MPF. "Eu já solicitei contato com o Ministério Público para podermos chegar a um entendimento que não produza tantos malefícios e tanto desemprego. Que se faça uma adequação correta, sem precisar demolição, como está acontecendo agora, e sem destruir um dos fatores mais importantes do turismo para Aracaju e Sergipe porque isso vai repercutir na rede hoteleira, que vai sofrer um baque enorme e que, por sua vez, vai gerar desempregos também neste setor . Essa é uma medida de consequências muito danosas para Aracaju, para a geração de emprego, do turismo em si, e de milhares de pais de família que vão ficar sem ter o seu sustento", disse.

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