Prefeitura estende horário de postos

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Foi anunciada ontem  uma série de ações que visam transformar a qualidade e dar celeridade dos atendimentos das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Fernando Franco (Zona Sul) e Nestor Piva (Zona Norte) e nas Unidades de Saúde da Família (USF) nos bairros aracajuanos.

As novidades foram apresentadas pelo prefeito João Alves e pelo secretário de Saúde Luciano Paz, que iniciou a coletiva informando que mais unidades de saúde serão construídas e que haverá ponto eletrônico para os servidores municipais. Inicialmente, as UPAs receberão aparelhos de ponto eletrônico para que os servidores possam registrar sua entrada e saída. Futuramente todas as Unidades terão também o ponto eletrônico para maior controle da jornada de trabalho dos funcionários.

Ele disse ainda que devido à defasagem na tabela SUS nos últimos 12 anos há muitas Prefeituras desestruturadas financeiramente. "Espero que com essas medidas, melhorem o atendimento em saúde em Aracaju. Queríamos fazer ainda mais, porém a falta de repasses do SUS e Samu feitas pelo Governo do Estado, e o dinheiro que a Caixa pagaria pela folha fez com que a gente contivesse algumas medidas", revelou o prefeito. Complementou dizendo que Aracaju é responsável pelo atendimento médico de alta e média complexidade e que foi eleito por 600 mil aracajuanos, mas tem que cuidar da saúde de mais de dois milhões de pessoas.

Dentre as novidades, uma que deve agradar a população – caso haja insumos e médicos – é a ampliação de horário no atendimento de algumas USF. Desde ontem, as USF José Augusto Barreto, no bairro Japãozinho; Onézimo Pinto, no Bugio; Celson Daniel, no bairro Santa Maria; José Machado de Souza, no Santos Dumont; Hugo Gurgel, no bairro Coroa do Meio; e Augusto Franco, no bairro de mesmo nome, funcionam de segunda a sexta até as 20h, três horas a mais.

De acordo com o secretário, a rede deve ser suprida com mais médicos, seguindo a necessidade específica de cada bairro. Ainda este mês haverá a realização de um mutirão para atender a demanda de consultas e exames, pois foi verificado em visita realizada pelo secretário de Saúde às unidades de saúde uma carência por consulta e exames. Pessoas que chegam 2h, 3h para conseguir um exame e às vezes não tem disponível. "O problema da saúde não é falta de dinheiro, não quer dizer que tenha dinheiro sobrando, mas é gerenciamento, muitas coisas se perdem no funcionamento da secretaria, e muitas vezes não chegam a população necessitada", explicou.

Das visitas surgiu também um relatório apontando as reais necessidades da comunidade, que foram priorizadas nos avanços anunciados. De acordo com o secretário Luciano Paz, as novas medidas estão em funcionamento a partir de hoje.

De acordo com João Alves ainda há mais providências a serem tomadas. Ele citou o trabalho que foi viabilizado graças ao pleno do Tribunal de Justiça que apoiou com unanimidade as Organizações Sociais (OS) gerindo a saúde municipal. "Iria anunciar mais medidas, porém essas mudanças já vão dar resultado positivo, não tanto como gostaríamos", disse.
Construção de USF – Cinco novas unidades de Saúde da Família serão construídas nos bairros Ponto Novo, Suíça, Bugio e Santa Maria, que já está em construção. A escolha dos bairros foi de acordo com os locais com maior demanda.

Está em processo de licitação a aquisição de 28 novos veículos para atendimento domiciliar. Muitos cidadãos necessitam desse atendimento especial pela impossibilidade de se deslocar ao Posto de Saúde e realizar alguns procedimentos como a troca de curativos e atendimento domiciliar. Outros benefícios também já foram autorizados, como a compra de equipamentos de informática para as Unidades, mobiliário e equipamentos médicos.

Será implantando também um novo sistema para maior controle do estoque de medicamentos e de materiais hospitalares, que vai desde o almoxarifado até a saída do medicamento do posto de saúde. Segundo o secretário, atualmente não há um sistema informatizado que possa detalhar, por exemplo, quantos medicamentos há no estoque e para quem foram entregues. Ele garante que vai ser importante para a redução de custos. "A gente sabe que eventualmente pode haver desvio de medicamento, vencimento, no ano passado encontramos 30 toneladas de medicamentos vencidos, é desperdício de dinheiro".

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