Prefeituras do Interior trabalham para minimizar os efeitos das chuvas

Não foi somente em Aracaju que as fortes chuvas do final de semana – que devem continuar por mais alguns dias – causaram transtorno. Em muitas cidades do interior sergipano, o temporal provocou grandes prejuízos, especialmente para as famílias mais carentes. Em Itaporanga D’Ajuda, por exemplo, de acordo com a Secretaria Municipal de Obras, várias ruas ficaram alagadas. A água invadiu muitas casas, destruiu algumas delas, moradores perderam móveis e o acesso às comunidades ficou intransitável.Desde o sábado (23), a prefeita Maria das Graças (Gracinha) e os técnicos da Secretaria percorrem os pontos mais críticos da cidade e adotam medidas emergenciais. "Infelizmente, as chuvas trouxeram prejuízos para vários moradores. Nossa equipe está visitando essas comunidades para analisar os problemas ocasionados e colocar em ação medidas que possam, pelo menos de imediato, amenizar o sofrimento dessas famílias e, claro, tentar consertar o que foi destruído pela natureza", garantiu o secretário de Obras e Transporte, Igor Garcez.

De acordo com a gestora do município, a Secretaria de Assistência Social já foi acionada para oferecer o auxílio necessária às famílias desabrigadas. "É um cenário de guerra, mas estamos agindo para amenizar o sofrimento da população", lamentou. Gracinha afirmou que, se necessário, pedirá reforço ao Governo do Estado. "Nos deparamos com uma situação de destruição em muitos pontos da cidade e de alguns povoados. Vamos ter que trabalhar firme para reconstruir o que foi destruído, e toda ajuda será muito bem-vinda", completou.

No Povoado Tapera, na sede do município, duas casas desabaram e cinco sofreram com alagamentos, afetando 21 pessoas. Outras duas casas foram destruídas na Rua das Lajes e mais duas no Loteamento Santo Antônio, conhecido por Morro. O Povoado Chindubinha também está prejudicado, já que a ponte foi levada pela correnteza, deixando mais de 30 famílias ilhadas. Já no Povoado Rio Fundo da Cachoeira as benfeitorias públicas realizadas na comunidade foram perdidas com as chuvas. Na Praça Sílvio Garcez, no Centro da cidade, árvores caíram e destruíram os canteiros.

A Secretaria de Obras disponibilizou retroescavadeiras, tratores, caçambas e caminhões, além de dezenas de operários, para agilizar o trabalho de recuperação das vias destruídas. Por meio da Secretaria de Ação Social, a Prefeitura já executou ações de assistência as famílias, doando cestas básicas, transporte para retirar os pertences das casas destruídas e o encaminhamento de seis famílias para o aluguel social, até que suas casas sejam recuperadas. O Ginásio de Esportes do município foi colocado à disposição dos desabrigadas até que a Prefeitura encontre casas que estejam disponíveis para aluguel.

Prevenção em Laranjeiras – Ainda no domingo (24), o prefeito de Laranjeiras, José de Araújo Leite Neto (Juca de Bala), acompanhado pelo secretário municipal de Infraestrutura, Júlio Franca e o agente municipal da Defesa Civil, Ivo Augusto, visitou os locais atingidos pela chuva. A equipe de governo foi conferir de perto as áreas para que ações preventivas sejam adotadas e não haja sofrimento às famílias. "Estamos atentos e colocando em prática medidas preventivas, para que a chuva não venha afetar drasticamente as famílias laranjeirenses", disse o gestor.

Na tarde do último sábado (23), a ponte de acesso à Capela Santaninha (Ponte do Mulungu) e às comunidades da Rua do Mulungu, Loteamento Denise Fontes e Quintalé de Baixo foi interditada. Nessa segunda-feira os técnicos da Defesa Civil do Estado e da Prefeitura, acompanhados do secretário municipal de Administração-geral, Evaldino Calazans, fizeram uma nova vistoria nas pontes do centro histórico e, em um prazo de até 15 dias, o órgão estadual emitirá um parecer técnico. Até que a chuva cesse, a interdição da ponte do Mulungu será mantida.

Inundação do Poxim – A prefeitura de Nossa Senhora do Socorro realizou uma série de ações preventivas no combate às enchentes, tais como implantação de mais de 200 km de drenagem e limpeza de canais. Essas ações proporcionaram ao município passar pelos dias chuvosos sem que houvesse inundações. Porém, na madrugada do domingo (24), o Rio Poxim teve o seu nível elevado e as águas invadiram a região do Beira Rio no Parque dos Faróis.

A Prefeitura está retirando as famílias de suas residências, promovendo os atendimentos sociais e de saúde, em uma ação conjunta das Secretarias Municipais da Assistência Social, da Saúde, da Educação, do Transporte, dos Serviços Urbanos, de Obras e da Comunicação Social, além da Defesa Civil Municipal.
Aproximadamente 150 famílias estão sendo afetadas, sendo que 10 já foram transferidas para o abrigo na Escola Municipal Mariana Prado Vasconcelos e para o Centro Social do Parque dos Faróis, e outras seis famílias foram deslocadas para casas de familiares. Todas elas estão sendo cadastradas, recebem os atendimentos de saúde, seus móveis e objetos são transferidos. Porém, é importante destacar que muitas famílias estão se recusando a sair de suas casas.

"Perdi todos os móveis, geladeira, fogão e alimentos. Uma situação muito difícil. Tive minhas coisas retiradas pelo caminhão e agora estou indo para a casa de um parente. Recebi da Prefeitura todos os atendimentos necessários", disse a dona de casa Nicaly Soares.  Segundo Pedro Monteiro, responsável pela ação da Assistência Social no local, todas as famílias estão sendo cadastradas e receberão os benéficos oferecidos pela Prefeitura. "Elas estão sendo cadastradas para receber benéficos de sextas-básicas e auxílio aluguel. Vamos continuar dando toda a assistência necessária", falou.

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