Incumbido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de organizar os palanques regionais em todo o país para a disputa à reeleição, Edinho Silva (foto), presidente nacional do PT, afirmou nesta terça-feira, em entrevista ao programa Em Ponto, da Globonews, que essa conversa é ampla e envolve todos os partidos de base que ocupam ministérios no governo. Isso não é restrito às conversas com o MDB, afirmou, ao ser questionado sobre a possibilidade de o partido indicar um vice na chapa de Lula.
“Claro, queremos o apoio de todos os partidos que pertencem à base do presidente Lula. Portanto, os partidos que estão em ministérios, é natural, estamos dialogando nesse sentido”, declarou o presidente do PT. Caso o PSD lance candidato próprio à Presidência, como tem afirmado o presidente da sigla, Gilberto Kassab, essa posição será respeitada, mas isso não interdita as conversas, deixou claro Edinho Silva.
“O PSD faz parte do governo do presidente Lula. A mesma coisa o MDB. O MDB é um partido muito importante para a governabilidade, para a sustentação do governo do presidente Lula. E eu tenho uma relação muito boa com o presidente Baleia Rossi”, afirmou Edinho Silva, lembrando a origem que os um, da Grande São Paulo, respectivamente Ribeirão Preto e Araraquara, município que já foi governado por ele.
Sobre a possibilidade dessas negociações implicarem a substituição da vice-presidência, Edinho Silva ressaltou que Geraldo Alckmin “será candidato ao que ele bem ao que ele quiser”, e conta com o respeito do PT e do presidente Lula.
“Nós vamos respeitar a sua vontade política, é exatamente isso. Se o vice-presidente Geraldo Alckmin entender que, nas eleições de 26, o melhor papel que ele pode cumprir é continuar na vice do presidente Lula, nós respeitaremos essa vontade do vice-presidente Geraldo Alckmin”, sentenciou o presidente nacional do PT.
Edinho Silva esclareceu, ainda, que ao chamar o PT para a “guerra” nas eleições de 2026, o presidente obviamente usou uma figura de linguagem para convencer a militância petista dos enormes desafios e ataques que o partido, que comemora os seus 46 anos, vai enfrentar.
“Agora temos o fato novo da inteligência artificial que pode, sim, não se apoiar ser um fator comercial, que interfira diretamente no processo eleitoral de 26”, declarou.
O presidente do PT reforçou que será uma “eleição”, sobretudo por essas novidades no ambiente digital – intensificação de ataques, propagação de mentiras, de fake news, e uso de IA para elaborar a propagação de inverdades e conteúdos falseados –, e por isso Lula fez um chamado forte aos petistas, para que tenham consciência e preparo para navegar numa disputa com esses novos cenários.
Presidente do PT: “Queremos apoio de todos os partidos da base de Lula”


