Preso morador de rua que queimou outro na Rua Goiás

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) anunciou ontem a conclusão do inquérito que investigou a morte de um morador de rua conhecido como "Olho de Gato", que foi queimado vivo na noite de 26 de outubro deste ano, na Rua Goiás, bairro José Conrado de Araújo (zona oeste), próximo a Maternidade Hildete Falcão Baptista. O também morador de rua, Valdemir Alves dos Santos, 28 anos, confessou a autoria do crime e está preso desde o último dia 2, quando se apresentou sozinho a policiais da 10ª Delegacia Metropolitana (Cj. Bugio).

Segundo a delegada Thereza Simony Nunes Silva, diretora do DHPP, explica que Valdemir confessou o crime de maneira fria e admitiu que, no dia do crime, comprou uma cachaça popularmente conhecida como ‘Pedra 90’ e espalhou pelo corpo do colega e depois ateou fogo. A vítima teve o corpo incendiado e morreu no local. "O motivo do crime é banal e ocorreu devido ao intenso consumo de álcool e logo após uma briga entre os dois. Ele confessou que a vítima ofendeu a sua mãe e teria furtado objetos dele e de outros moradores de rua, e por isso resolveu matá-lo", disse a delegada.

Thereza pontuou que o acusado agiu sozinho e, durante o interrogatório, demonstrou frieza ao descrever o crime, com requintes de crueldade. "O que chama a atenção é que o Valdemir tentou aplicar golpes de pau na vítima, que ficou meio tonta mas não faleceu. Depois ele tentou jogar uma garrafa nela e errou. Ele ainda tentou esfaquear a vítima e enforca-la com uma corda, mas ela não morreu. O ‘Olho de Gato’ só morreu quando Valdemir jogou a cachaça por cima do corpo e dos pedaços de papelão que o cobriam e ateou fogo em seguida", relatou.

Simony esclareceu ainda que Valdemir confessou dois outros homicídios praticados em 2008, no bairro São Carlos (zona oeste), onde vivem familiares do acusado. "Verificamos que nesses dois casos o inquérito foi concluído, mas não consta Valdemir como indiciado. Vamos reabrir este caso e ele passará a responder na Justiça por mais dois homicídios", disse. (Gabriel Damásio)

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