Preso suspeito de abusos contra a filha de 10 anos em Aracaju

Departamento de Atendimento aos Grupos Vulneráveis (DAGV) (Divulgação)

Milton Alves Júnior

‘SOS, não é brincadeira, meu pai me abusa, não sei o que fazer’. Doze dias após uma criança de 10 anos ter emitido um bilhete para uma colega escolar, denunciando abuso sexual praticado pelo próprio pai, agentes da Polícia Civil prenderam, em Aracaju, o suspeito de 45 anos. A ação policial foi realizada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), por intermédio do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). A princípio o pedido de socorro foi encaminhado para uma colega de classe; ao tomar conhecimento do conteúdo, de imediato a direção da escola acionou o Conselho Tutelar, e a Polícia Militar. No mesmo momento a mãe da vítima também foi comunicada.
No decorrer das investigações, a Superintendência da Polícia Civil identificou – em depoimento prestado pela mãe -, que a respectiva tutora da garota já havia suspeitado dos abusos, em virtude de ter flagrado o marido trancado no quarto com a menina. O cenário apresentado pela depoente indicava que ambos estavam cobertos por um lençol. Na ocorrência o suspeito apresentou desconforto com o flagra, mas ainda assim buscou minimizar o fato. Na quinta-feira, 10 de agosto, ao ser informado das denúncias via bilhete, o pai da criança fugiu do certo montado por agentes da Polícia Militar. Conforme apresentado aos investigadores, o suspeito era policial civil do estado da Bahia. Fato este descartado pela SSP Sergipe.
Apurações realizadas pelo setor de inteligência da Polícia Civil sergipana, o acusado costumava se passar por servidor policial, mas na realidade esta ligação funcional não era condizente com a verdade. Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o nome da vítima, bem como da colega de classe que recebeu o bilhete, serão preservados. Já o nome do acusado não foi revelado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública devido a continuidade das investigações. O suspeito segue confinado, sob custódia do Estado, aguardando definição a ser adotada nas próximas horas por parte do Poder Judiciário. Na última sexta-feira, 18, a criança foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML), onde foi submetida a exames de corpo delito.
Em decorrência do abalo psicológico que os atos paternos podem ter provocado na filha, a estudante segue recebendo assistência social, psicológica e pedagoga em maior escala por parte da instituição de ensino.

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