Presos na Jetimana explodiram bancos em Aquidabã e Lourdes

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou ontem os detalhes da operação deflagrada no fim da tarde de terça-feira contra três suspeitos de explodir agências bancárias no interior do estado. Eles foram encontrados em uma casa alugada no bairro Jetimana (zona norte de Aracaju) e trocaram tiros com equipes do Grupamento Especial Tático de Ações com Motos (Getam) e do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope).
Dois deles, Cleverton Santana Matias Santos, o ‘Vertinho’, 30 anos, e Ginaldo Francisco dos Santos, o ‘Pinto Leso’, 44, foram presos. O terceiro acusado, Wesley Júnior Andrade, o ‘Pitoco’, 27, morreu ao ser atingido pelos policiais em um matagal. "Localizamos a dupla em uma casa no loteamento Getimana. Cleverton foi preso e Wesley entrou em um matagal e disparou vários tiros de revólver contra os policiais. Ele acabou alvejado e morreu na localidade", explicou o delegado Osvaldo Rezende, do Cope, sobre o tiroteio.
O delegado confirmou ainda que os três acusados já eram investigados há algum tempo pelo Cope e faziam parte da quadrilha liderada pelo ex-policial militar Manoel Messias dos Santos Júnior, 41, detido em 27 de agosto no conjunto Bugio (zona oeste), depois de outra perseguição com troca de tiros. Na ocasião, Messias havia chegado em casa com outros quatro suspeitos, depois de explodirem a agência do Banco do Brasil em Nossa Senhora de Lourdes.
Osvaldo ressaltou que Wesley e Cleverton participaram do assalto em Lourdes e dos roubos das agências do BB e do Bradesco da cidade de Aquidabã, dias depois. A polícia investiga, ainda, se a dupla tem envolvimento no assalto ao Banese de Riachuelo, ocorrido nesta semana. Ele também não descarta a possibilidade de envolvimento de outros suspeitos nas explosões de caixas eletrônicos no interior do Estado. "As investigações vão continuar no sentido de apurar se outras pessoas participaram desses crimes", destacou o delegado.
Por enquanto, o Cope confirmou que Wesley ‘Pitoco’ tinha um mandado de prisão em aberto por ter matado o filho de um policial militar, além de apontado como autor de outros três homicídios ainda investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). ‘Pinto Leso’, por sua vez, é condenado a 26 anos de prisão pelo crime de latrocínio. Segundo a polícia, ele cumpriu quase 20 anos de prisão, mas, em 2010, ganhou o direito de passar o dia dos pais com a família, mas não retornou ao presídio para cumprir o restante da pena, sendo considerado foragido.

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