Gabriel Damásio
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Uma investigação de quatro meses das polícias Civil e Militar resultou na prisão de sete homens que confessaram a autoria de cinco explosões em caixas eletrônicos ocorridas neste ano em Sergipe. A informação foi confirmada na manhã deste sábado pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), depois que um homem de 34 anos foi detido em uma oficina no bairro Siqueira Campos (zona oeste de Aracaju) por soldados do Grupamento Especial Tático de Ações com Motos (Getam). Segundo a polícia, ele seria o responsável por repassar os explosivos aos outros integrantes do grupo.
Outros três acusados foram presos ao longo desta sexta-feira por equipes do Cope, do Getam e do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp). As buscas da polícia aconteceram em residências no bairro Santos Dumont (zona norte da capital), em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju) e em Nossa Senhora das Dores (Sertão). Os três investigados restantes estão detidos desde maio, quando foram capturados no Siqueira Campos, próximo ao Cemitério Santa Isabel, e flagrados com três bananas de dinamite.
O diretor do Cope, delegado Jonathas Evangelista, confirmou que, com todos os envolvidos, foram apreendidos diversos objetos usados para a explosão de caixas eletrônicos, como detonadores, fios, alavancas, luvas, capuzes e explosivos. Um dos acusados também estava com um revólver calibre 38 e outro com nove cápsulas de cocaína. Todos foram levados para a sede do Cope, no Capucho (zona oeste) e serão apresentados na manhã desta segunda-feira, em coletiva de imprensa.
Os acusados já estavam com a prisão decretada pela Justiça, desde que as suspeitas de envolvimento deles com os assaltos foram confirmadas pela polícia. De acordo com o delegado, as apurações do Cope começaram em março, depois da sequência de explosões e tentativas de explosões ocorridas em agências do Banco do Brasil, do Bradesco e do Banese. "Todos os presos confessaram que participaram destas explosões, mas uns dizem que agiram em três bancos, outros em dois… essa participação está ainda sendo apurada, mas já podemos dizer que o grupo participou de cinco ataques a bancos ocorridos neste ano", disse Jonathas.
As cidades citadas foram Propriá e Pacatuba (Baixo São Francisco), Arauá (Sul), Capela e Japaratuba (Vale do Cotinguiba). Há informações, no entanto, de que o grupo pode estar envolvido nas explosões ocorridas em Umbaúba (Sul) e Poço Verde (Centro-Sul). Todas estas explosões ocorreram entre março e julho de 2015, sendo alguns em uma impressionante sequência de três por semana e outros que não resultaram em roubo – pois as dinamites não explodiram ou os cofres das máquinas não foram destruídos. A possível atuação de uma segunda quadrilha especializada no Estado também não é descartada pela polícia. Ao todo, foram 13 ocorrências de assaltos com explosivos em bancos no interior sergipano, sendo cinco frustradas.


