A Polícia Civil anunciou ontem a prisão de três acusados pelo envolvimento no assassinato do ex-presidiário João Carlos dos Santos, 32 anos, cujo corpo foi encontrado em 20 de março deste ano, enterrado em uma cova rasa escavada num terreno baldio do loteamento Paraguai, no Conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão (Grande Aracaju). Pela manhã, agentes da 5ª Divisão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prenderam Walter Santos Filho, 31 anos, e Edvan da Silva Júnior, 22, acusados de matar José Carlos na noite do dia 11 de março, em circunstâncias ainda não detalhadas.
Os dois homens foram capturados em uma casa no bairro Santo Antônio (zona norte), em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. Com eles, foram encontradas uma pistola calibre 765, uma balança de precisão e uma quantia de crack e cocaína. A terceira pessoa presa – e que estava na mesma casa com os acusados – foi Leilane Soares Dias, 28, que era cunhada de João Carlos. Os três irão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e posse de arma de fogo. Já Walter e Edvan responderão ainda por homicídio e ocultação de cadáver. Os detalhes do caso serão apresentados às 8h30 de hoje, em entrevista coletiva no DHPP.
João Carlos, que morava no Loteamento Piabeta, em Nossa Senhora do Socorro, e já respondeu a um processo por tráfico de drogas, ficou desaparecido durante 11 dias e teve sua morte descoberta por um policial militar que mora na região e recebeu uma denúncia anônima relativa à existência da cova rasa. O corpo foi retirado com a ajuda de agentes do DHPP e soldados do Corpo de Bombeiros. Apesar de parcialmente decomposto, o cadáver estava coberto por uma camada de sal e foi reconhecido pela família graças a uma tatuagem na perna esquerda.

