Milton Alves Júnior
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Com os operários de braços cruzados e sem perspectiva de reinício dos trabalhos, obras administradas pela Prefeitura de Aracaju também refletem o impasse e acabam suspendendo mais de 80% do serviço. Desde a manhã de ontem a obra de reurbanização no aterro do bairro 13 de Julho registrou diminuição no número de operários, assim como também fora registrado na primeira etapa de pavimentação das avenidas Caçula Barreto e Tarcísio Daniel dos Santos, conjunto Augusto Franco. Previsto pra ser concluído neste mês de dezembro, o novo espaço da avenida Beira Mar apenas deve ser entregue em fevereiro; já a obra do Augusto Franco, depois de cinco meses de atividades suspensas, reiniciou os serviços no final de novembro e agora registra novo impasse.
Ao registrar os sérios problemas financeiros, a Prefeitura de Aracaju tem tentado vender terrenos que pertencem ao poder municipal – e consequentemente ao povo aracajuano, na tentativa de gerar renda para quitar dívidas e conseguir dar continuidade às obras. Após anúncio de venda de terrenos no bairro Coroa do Meio, chegou a vez de vender lotes públicos localizados no bairro Industrial. Segundo o vereador Lucas Aribé (PSB), a administração de João Alves está aquém de tudo o que foi prometido durante o processo eleitoral de 2012, quando o chefe do poder executivo municipal prometeu solução para todos os problemas contidos na capital sergipana.
"Evidentemente os três primeiros anos de gestão do prefeito João Alves foram fracassados e por incrível que pareça, as duas únicas obras reiniciadas nessa gestão estão atrasadas, e agora mais uma vez paradas porque os trabalhadores decidiram não continuar operacionalizando por falta de pagamento daquilo que é de direito. Os salários destes servidores estão atrasados mais uma vez e é de se compreender a greve", declarou. Sobre a polêmica que envolve a venda de terrenos, o socialista disse ser contra a medida já que os espaços poderiam ser utilizados para fins de relevância coletiva. Aribé entende que todos os moradores e turistas que passam por Aracaju poderiam usufruir mais um espaço de lazer e cultura.
"Vender algo que é do povo para pagar obras que se amarram para sair do papel e serem executadas eu sou contra. Nesses pedaços de terra poderiam ser construídos novos ambientes de cultura, creches, escolas, postos de saúde, mas não. Ao invés de buscar progresso para os dois bairros, a prefeitura tenta vender para terceiros e investir em obras que só geram o descrédito da população devido aos atrasos, e problemas para os trabalhadores que sem salários deflagram nova greve", pontuou o vereador. Até o início da noite de ontem a Prefeitura de Aracaju não havia se manifestado sobre o ato grevista da classe trabalhadora que interfere no andamento das obras públicas.


