Milton Alves Júnior
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Professores da rede municipal de Aracaju se reúnem em assembleia logo mais a partir das 14h na sede do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema). Irão debater a proposta de permanecer em greve ou não. A mobilização da categoria ocorre diante da constante falta de segurança dentro e fora da comunidade escolar, ausência de ações administrativas que resultem em avanços para a educação pública de Aracaju, além dos recorrentes atrasos no pagamento salarial da categoria. Sem reiniciar as atividades nas escolas municipais, os professores se mostram interessados em permanecer de braços cruzados.
Na manhã de ontem, durante a manifestação realizada em frente ao Centro Administrativo Aloísio Campos, sede da Prefeitura de Aracaju, a classe trabalhadora já apresentava indícios que deve permanecer em greve caso nenhuma contraproposta que agrade à categoria seja apresentada até o final desta manhã. Na tentativa de mudar o atual cenário administrativo, a categoria segue pressionando o prefeito João Alves Filho para que o gestor possa se unir com a classe trabalhadora e apresente soluções reais para os problemas que acabam interferindo e prejudicando mais de 150 mil pessoas, entre servidores, pais e alunos.
Esta semana, durante o reinício das atividades legislativas na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), um grupo de professores aguardava ansioso pela passagem do chefe do executivo municipal. A meta dos servidores era tentar dialogar com João quanto aos pleitos indicados, mas ele não compareceu. A secretária de governo, Marlene Calumbi, foi quem levou a mensagem da gestão. Para o presidente do Sindipema, Adelmo Menezes Santos, falta respeito aos servidores por parte dos políticos que administram a capital. Ele enalteceu que os docentes desejam retornar às atividades, mas para isso a PMA deve cumprir as pendências que existem junto aos profissionais.
Estado – Já os professores da rede estadual, por meio do Sintese, ajuizaram uma ação judicial contra o Governo do Estado devido ao nivelamento nos vencimentos iniciais dos professores com formação em nível médio e nível superior, ou seja, licenciatura plena e pós-gradução, em R$ 2.135,64. Em assembleia realizada ontem os educadores aprovaram ainda a adesão na paralisação nacional de 72h a ser realizada nos dias 15, 16 e 17 de março. Esta decisão, inclusive, já foi comunicada à Secretaria de Estado da Educação (Seed).
A presidente do Sintese, Angela Melo, informou que dentro da programação grevista, já no dia 15 os professores sergipanos irão apresentar um panorama sobre a educação no Estado. Esse ato deve ocorrer na Assembleia Legislativa junto à Comissão de Educação; no dia 16 haverá uma caminhada pelas ruas de Aracaju – ainda sem local e horário de concentração definidos. Já no dia 17 de março, aniversário de Aracaju, os atos estão previstos para ocorrer especialmente em diversos municípios do estado. A programação oficial, detalhando data, local e horário, será apresentada pela direção do Sintese ainda na primeira semana de março.
Fisco permanece em greve e Sintrase cobra implantação do PCCV
Auditores fiscais entram hoje no segundo dia de paralisação e cobram do governador Jackson Barreto abertura para diálogo sobre a recomposição salarial da categoria, além do plano de carreira e subsídio. Reunidos na entrada do Palácio Governador Augusto Franco – Palácio dos Despachos, na manhã de ontem os trabalhadores cruzaram os braços para iniciar a mobilização que se encerra logo mais às 17h. De acordo com a diretoria do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco/SE), os atos públicos cessam hoje, mas caso a classe trabalhadora não avalie avanços, nada impede que outras mobilizações sejam realizadas já na próxima semana, inclusive com probabilidade de greve geral e por tempo indeterminado.
Conforme cálculos apresentados pelo setor de contabilidade do Sindifisco, a defasagem gerada ao longo dos últimos três anos junto ao salário do servidor fiscal alcança à casa dos 25% se comparado à ascensão da inflação brasileira. Ao Jornal do Dia, o presidente Paulo Pedrosa garantiu que a categoria mostra-se interessada em debater a pauta de reivindicações junto ao Governo do Estado a fim de encontrar soluções, ou mesmo receber contrapropostas, mas enaltece que a administração pública estadual não apresenta indícios de que pretende debater o pleito sindical. A perspectiva por parte dos trabalhadores é que representantes sindicais sejam convidados até a próxima terça-feira, 23, para participar de reunião extraordinária junto ao governo.
Sintrase – De forma paralela ao Sindifisco, servidores filiados ao Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Sergipe mais uma vez estiveram mobilizados em frente à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), para exigir do estado a implementação integral do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) da Administração Geral, aprovado há quase dois anos pelos deputados. Em greve desde o último dia 04, os manifestantes alegam que enquanto o Estado não vier a cumprir o PCCV, os servidores permanecerão de braços cruzados por tempo indeterminado.
Para Diego Araújo, coordenador do Sintrase, é preciso que os sindicalistas permaneçam unidos a fim de pressionar os gestores estaduais, em especial o governador e os secretários de fazenda e planejamento. "O PCCV é essencial, mas não podemos deixar de lado a necessidade de pedirmos concurso público já que é humanamente impossível prestar um serviço público com o quantitativo que temos hoje. Precisamos do apoio dos deputados para que esse direito aprovado lá em 2014 seja respeitado pelo governo. Sem o apoio dos nossos deputados vai ser difícil conquistar sucesso nessa luta. Os parlamentares foram eleitos para defender os desejos do povo, e por isso exigimos a colaboração de cada um", informou.


