Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Professores das redes estadual e municipal paralisam hoje as atividades educacionais em decorrência da adesão nacional que começa nesta manhã em todos os estados brasileiros e segue até a próxima quinta-feira, 25. Com a greve, a perspectiva é que mais de 320 mil estudantes permaneçam fora das salas de aula, e consequentemente retardem o andamento das ações disciplinares. Em campanha salarial desde o início deste mês, os docentes reivindicam junto ao Governo de Sergipe 30,19% de reajuste salarial; 10% do Plano Nacional de Educação; e profissionalização dos funcionários da educação.
Em assembleia extraordinária realizada na semana passada, em Aracaju, 90% dos professores que participaram da reunião decidiram aderir a greve por entender que a administração estadual não pretende debater as pautas pleiteadas nos próximos 15 dias. Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), Ângela Melo, até o momento não foi debatida a possibilidade de uma greve geral e por tempo indeterminado, porém, a possibilidade não é descartada. "Estamos dispostos a conversar com os administradores. Seja Déda, Jackson, Silvio ou Belivado, queremos ao menos debater o assunto e ouvir a possível contraproposta do governo", declarou.
Ainda de acordo com a presidente, um dos motivos que impulsionou a categoria a promover a greve por três dias foi a falta de um canal de diálogo junto aos professores. Segundo informações apresentadas pelo próprio Sintese, até o final da manhã de ontem, dos 75 municípios sergipanos, apenas 36 cumpriam a Lei do Piso. "Esperamos que com essas mobilizações em todos os municípios, tanto o governador como também os demais prefeitos que pisam na carreira do magistério possam se sensibilizar e se enquadrar dentro do que exige a Lei", disse a professora.
Contrariados com a postura administrativa do prefeito João Alves Filho (DEM) e alguns secretários, os servidores da capital reclamam que o chefe do executivo municipal concedeu um reajuste salarial uniforme para todas as categorias de apenas 5%. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aracaju (Sepuma) diz não admitir que o percentual tenha sido definido sem uma possível interferência dos funcionários. "Posso dizer que fomos pegos de surpresa com esse aumento pífio e inesperado. Como é que um gestor público concede aumento sem sequer debater com as categorias. Chega a ser piada essa postura do prefeito", afirmou o sindicalista Nivaldo Fernandes.


