Profissionais da área de saúde protestam contra Ato Médico

Foi realizada na tarde de ontem, em Aracaju, mais uma manifestação promovida por 13 categorias de profissionais ligados à área de saúde em Sergipe. Contrários ao Ato Médico, cerca de 30 manifestantes se aglomeraram em frente ao Palácio dos Despachos e distribuíram panfletos junto aos populares. Entre as categorias que aderiram ao movimento está o Conselho Regional de Enfermagem; Conselho Regional de Odontologia; e Conselho Regional de Fisioterapia. Apesar do pequeno número de manifestantes, os profissionais garantem que a perspectiva é que o ato público comece a se fortalecer a partir da próxima semana.

De acordo com a presidente do Conselho Regional de Psicologia, Edelvaisse Mendonça, diante das constantes mobilizações realizadas em todos os estados brasileiros, a esperança dos profissionais é que a presidente Dilma Rousseff acate a reivindicação das categorias e altere o conteúdo do artigo 4 do Ato Médico. "Esse artigo deixa claro que o atendimento será inozológico, ou seja, uma possível desordem no sistema pode contribuir para um retrocesso na saúde dos brasileiros. Contamos com o apoio de todos os colegas para que nosso pleito alcance êxito", disse. Recentemente, através de nota oficial, o Conselho Regional de Medicina (CRM), informou que o Governo Federal não pretende alterar o artigo.

Questionada quanto a adesão de médicos que atuam no interior, Edelvaisse informou que é de fundamental importância a formação de uma parceria mais significativa ainda essa semana. "Percebemos hoje que a população está do nosso lado, eles, apesar de enfrentarem congestionamentos, entendem a nossa reivindicação e esse apoio é justamente o que necessitamos. Para fortalecer ainda mais, os profissionais que atuam no interior devem se mobilizar e exigir melhorias para todos", pontuou. Preocupado com o rumo que o país está tomando, o fonoaudiólogo Gilberto Macêdo de Alcântara espera que as manifestações não sejam encerradas sem alcançar os objetivos.
"Desde o mês passado percebemos os brasileiros ocupando as ruas para exigir um conjunto de políticas públicas que proporcionem progresso para o país. O que percebemos é que as pessoas estão se cansando e evitando participar dessas mobilizações. Se realmente desejamos evoluir, espero que essas 13 categorias de saúde não ‘morram na praia’", afirmou. Após a manifestação, já no início da noite, os manifestantes realizaram uma assembleia extraordinária e decidiram promover um novo protesto na próxima quarta-feira, 10. No debate ficou definido também que o encontro será novamente em frente à sede do Governo do Estado e a partir das 16h.

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