Profissionais de Saúde da PMA param na segunda

A partir desta segunda-feira, os servidores da saúde da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) entram em greve por tempo indeterminado, em protesto à falta de respostas das propostas de melhorias salarias e de condições de trabalho encaminhadas no ano passado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A decisão foi tomada ontem, durante assembleia geral realizada pela categoria em frente ao Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, onde os trabalhadores realizaram um ato público cobrando o cumprimento das reinvindicações.

Com a suspensão de ontem, apenas serviços de urgência e emergência estão sendo priorizados na rede municipal. Segundo levantado do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), cerca de 850 servidores como auxiliares, técnicos de enfermagem, assistentes de consultório dentário e setor administrativo aderiram à paralisação.

A diretoria do sindicato informa que a categoria tentou uma negociação com o prefeito João Alves Filho (DEM) desde setembro do ano passado. Segundo os servidores, ele tinha garantido na ocasião que, até dezembro, iria concluir todo o processo de reajuste salarial, já que, em 2014, o processo seria inviável por ser um ano eleitoral. Apesar disso, as negociações acabaram não avançando, o que gerou a decisão da greve a partir de segunda.

Durante a greve, a categoria fará ações de mobilização. Uma delas é a campanha de doação de sangue que começará na terça-feira, às 7h, no Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose). Na quinta, também às 7h, haverá ato público na frente da Câmara Municipal de Aracaju para chamar atenção dos parlamentares sobre as reivindicações da categoria.  

Ontem também foi um dia de paralisação das atividades dos servidores, que quiseram chamar a atenção da administração municipal para o problema. Esta suspensão tinha sido decidida na assembleia do último dia 7, na sede do Sintasa. De acordo com a diretoria do sindicato, a pauta de reivindicações foi entregue em agosto do ano passado e a Prefeitura ficou de apresentar uma resposta até o dia 30 de novembro, mas de acordo com a categoria passou a data e até agora não houve nenhuma posição. Em janeiro deste ano, o Sintasa cobrou a mesa de negociação da PMA, mas ela continuou sem dar uma resposta. a entidade diz que a categoria esperou até ontem por uma manifestação da prefeitura antes de decidir entrar em greve.

Reivindicações – Os servidores da saúde da PMA reivindicam a incorporação de gratificações, reajuste salarial de 100% (considerando que o salário base atual que é de R$ 672), ampliação da gratificação por área de risco, que é de R$ 250 para todas as unidades de saúde da cidade. Além disso, a categoria quer a redução de carga horária para 30 horas semanais e lutam por melhores condições de trabalho a exemplo do abastecimento de materiais básicos para executar as atividades como luvas, máscaras e medicamentos.

Além dos servidores de saúde, estão em greve os enfermeiros e agentes de saúde e combate a endemias. Com a paralisação, os postos de saúde da família ficaram com atendimento comprometido. Apenas as áreas de urgência e emergência como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Fernando Franco e Nestor Piva e Samu Aracaju funcionaram. A reportagem entrou em contato com a SMS, que informou que o assunto está sendo tratado diretamente pela Prefeitura.

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