Profissionais do Mais Médicos e do Provab são recebidos em Sergipe

Sessenta médicos brasileiros integrantes dos Programas Mais Médicos e Provab foram acolhidos pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) no auditório da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), nesta terça-feira, 7. O acolhimento ainda contou com a presença de representantes dos Ministérios da Saúde (MS), da Educação (MEC) e da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Com a chegada desses profissionais em 27 municípios, Sergipe passa a contar com 205 médicos atuantes nesses Programas em 52 dos 75 municípios. Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, já são 14.462 médicos em 3.785 municípios para atender a 50 milhões de brasileiros.
O acolhimento é o momento onde esses profissionais conhecem a conformação da Rede de Atenção à Saúde de Sergipe, onde estão instalados e como funcionam os diversos serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a exemplo dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), hospitais, maternidades, entre outros. Os médicos ainda conhecem os programas da Atenção Básica e os processos de supervisão junto à Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Para a representante do MS no Estado, Rosana Apolônio, a presença dos médicos atende a uma necessidade de saúde da população e de melhoria do SUS. "Esse é um momento bastante rico que traz a consolidação e a resposta do que representa os Programas Mais Médicos e Provab", disse a técnica.
"Estamos iniciando um novo período na qualificação da Atenção à Saúde e um novo ciclo dos Programas Mais Médicos e Provab para somar em Sergipe", disse João Martins, representante do MEC.
Para a coordenadora do Provab em Sergipe, Cátia Justos, "muitos desses profissionais já devem ter atuado em algum hospital ou Unidade de Pronto Atendimento e sabem da importância de fortalecer a Atenção Básica nos municípios".
"Muitos desses profissionais foram meus alunos na universidade. Não tenho dúvidas que levarão um atendimento humanístico para a população. A universidade não traz as peculiaridades das diversas regiões onde irão atuar. Eles levarão uma visão crítica e técnica do cuidado para mudar a realidade dos locais por onde passarão", destacou Mário Adriano, representante da UFS.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, José Sobral, a atuação dos médicos nos municípios não vai suprir apenas uma necessidade de saúde da população, mas vai criar uma nova consciência política e social nas comunidades onde atuarão.
"Esses médicos são profissionais capacitados, instruídos e que passaram em um dos vestibulares mais concorridos. Mas o que eles farão na vida das pessoas das comunidades onde atuarão? A missão não vai ser apenas de dar receitas, mas transformar a vida dessas pessoas para sempre. Sem dúvida, vão melhorar os hábitos, os pensamentos, discutir relações interpessoais, entre outros", disse José Sobral.

Estrutura física e equipamentos – Para garantir uma estrutura adequada para a atuação dos profissionais, o Governo do Estado já entregou aos municípios 87 Clínicas de Saúde da Família (CSF) com padrão de ambiência e de equipamentos. Dessas, 22 contam com Salas de Estabilização para o atendimento 24 horas de pacientes graves. Somado a isso, o MS, através do Programa Requalifica, está financiando a construção de 162 Unidades Básicas de Saúde (UBS), a reforma de 84 e a ampliação de 118 em 69 municípios.
"O investimento realizado pelo Governo do Estado e pelo Ministério da Saúde representa a melhoria da estrutura de 70% das 635 Unidades Básicas de Saúde", disse João Lima Júnior, diretor de Atenção Integral à Saúde da SES.

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