Programa Alfabetiza Sergipe dá início às aulas do ano letivo de 2026

A meta é superar o analfabetismo e elevar a escolaridade da população (Geovana Albuquerque/Agência Brasília)

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) deu início, nesta semana, às aulas do ano letivo de 2026 do Programa Alfabetiza Sergipe, dando seguimento a mais uma etapa de sua política de alfabetização de jovens, adultos e idosos em todo o estado. Neste primeiro momento, a iniciativa conta com 138 turmas em funcionamento, distribuídas em 31 municípios sergipanos, atendendo a 3.166 alfabetizandos já matriculados e prontos para iniciar o processo de aprendizagem. Ao todo, 129 alfabetizadores estão atuando diretamente nas salas de aula.
As atividades acontecem em uma rede diversificada de espaços, que vai além das escolas estaduais. O programa está presente, também, em escolas municipais, unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e associações comunitárias, ampliando o acesso e garantindo que a alfabetização chegue a diferentes territórios e realidades.
Apesar do início das aulas, a coordenação do programa destaca que ainda há oportunidades para novos participantes. Uma nova rodada de turmas está prevista para agosto, e a meta é ambiciosa: atingir 318 turmas ativas até o final de 2026. Além disso, há possibilidade de expansão para mais 11 municípios já mapeados, o que pode ampliar significativamente o alcance da política pública.
De acordo com o gestor do programa, Everton Pereira, a iniciativa vai além da simples oferta de vagas, configurando-se como um processo de reparação social e ampliação de direitos. “O Alfabetiza Sergipe se apresenta como uma oportunidade concreta de retomar essas trajetórias e garantir o direito à aprendizagem. No contexto atual, a alfabetização ultrapassa o domínio tradicional da leitura e da escrita, uma vez que vivemos em uma sociedade intensamente letrada, sobretudo no ambiente digital. Embora muitos estudantes já utilizem celulares e reconheçam ícones e sinais no cotidiano, o programa amplia essa experiência ao possibilitar uma compreensão mais profunda da linguagem, favorecendo maior autonomia na vida social e o exercício mais pleno da cidadania”, expressa.

Compartilhe esta notícia