Quilombolas: João Daniel afirma que decisão do STF amanhã ficará marcada na história do Brasil

Na véspera da data do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questiona o Decreto 4887/2003, editado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que regulamenta a titulação das terras dos quilombos, delegações de quilombolas de todo país estão mobilizadas em Brasília. O deputado João Daniel (PT/SE) esteve nesta terça-feira, dia 15, participando de debate com representantes desses grupos e também de povos indígenas, que fazem hoje uma vigília nacional, na expectativa para esse julgamento.

A ADI foi impetrada pelo então Partido da Frente Liberal (PFL), hoje Democratas (DEM), e questiona a constitucionalidade desse decreto. “O Decreto 4887/2003 regulamentou o procedimento da titulação de terras quilombolas. Nessa decisão de amanhã, o STF deixará marcado na história do Brasil sua posição a favor ou contra os quilombolas”, disse, acrescentando que acredita que há uma sensibilidade dos ministros, para que possam seguir fazendo justiça.

Para João Daniel, fazer justiça significa olhar a Constituição federal, que garante que todos os cidadãos têm direito a uma vida digna. “E as comunidades quilombolas têm hoje mais de 1600 processos para o reconhecimento das comunidades, para demarcação e titulação de suas áreas”, acrescentou.

 Na avaliação do deputado, neste momento, uma decisão contrária aos povos quilombolas, a favor da ADI, pode gerar mais conflitos e violência. Para João Daniel, nessa ação fica bem claro quem são os partidos e de que lado cada um atua. “Neste caso, o DEM, ex-PFL, age e trabalha com ação contra aqueles que o Brasil tem a maior dívida histórica, que são os negros e quilombolas. O Brasil precisa reconhecer as comunidades, demarcar as terras e dar o mínimo, que é o direito sagrado que está na Constituição federal, na Bíblia e no Direito. Tenho certeza que todos seguirão o voto da ministra Rosa Weber, que foi favorável aos povos quilombolas”, declarou, ao saudar a delegação quilombola que está mobilizada em Brasília e no estado e também os indígenas.

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