Racionamento de insulina afeta também Aracaju

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Assim como nas demais capitais brasileiras, o racionamento de insulina dotado pelo Ministério da Saúde desde o mês de agosto está afetando pacientes diabéticos em Aracaju.
Para resolver o problema, a Secretaria Municipal de Saúde está mapeamento todos os 4.500 pacientes que fazem uso especifico da insulina NPH na capital numa tentativa de garantir o acesso ao medicamento.

Ontem pela manhã, o setor jurídico do órgão e a secretária Municipal de Saúde, Stella Marins, estiveram reunidos com o objetivo de viabilizarem novo processo de compra emergencial para adquirir o produto.
De acordo com a SMS, o racionamento da distribuição de frascos de insulina NPH e insulina regular em todo o país está sendo motivado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que adotou exigências sanitárias ao laboratório Novo Nodisck, empresa que venceu a licitação.

Com a medida da Anvisa, o governo federal teve de remanejar e racionalizar o estoque existente. Parte desse estoque teve que ser devolvida ao laboratório para se adequar às novas exigências sanitárias da agência.
Dentre as exigências da Anvisa o laboratório teve de reduzir prazo de validade das insulinas. O resultado da medida teve efeito imediato com o desabastecendo do produto nos postos de saúde da capital, restringindo o acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde.

Na rede pública de saúde a distribuição da insulina é realizada pelo Ministério da Saúde diretamente aos estados da Federação e esses fazem o rateio entre os municípios brasileiros.
Como resultado do racionamento, o quantitativo de lotes de insulinas enviado pelo MS para as unidades de Saúde de Aracaju foi abaixo da necessidade local. Para regularizar o abastecimento, a SMS/Aracaju abriu em 8 de agosto deste ano um processo de compra emergencial junto à rede privada.

Segundo a Assistência Farmacêutica da SMS, em Aracaju o consumo mensal desses insumos é de 4.500 insulinas NPH e 500 regulares. Em agosto o órgão recebeu apenas 2.000 insulinas NPH e no final de setembro, um novo lote com apenas 1.500 insulinas NPH e 400 regulares.
Somente no mês de agosto a SMS atendeu as Unidades de Urgências, as unidades de referências e cerca de 20 unidades de Saúde da Família.

 "De fato, nacionalmente o Ministério da Saúde realizou o racionamento de insulina, mas a SMS vem organizando um sistema de distribuição, orientando a entrega do medicamento aos usuários das insulinas junto às unidades de saúde", explicou a  assessora de comunicação da SMS, Déa Jacobina.
Ela informou que a SMS está tentando regularizar o abastecimento local desde o início do problema, quando o órgão adquiriu 9 mil ampolas no mês de agosto por meio de um processo de compra até que o fim da medida de racionamento do governo federal.

"O município está tendo grande dificuldade diante do fato de todas as cidades brasileiras estarem passando pelo mesmo problema junto à aquisição através das distribuídas privadas, que estão lidando com uma grande demanda neste momento, mas os esforços estão sendo feitos para garantir a continuidade da oferta das insulinas", esclareceu.

No último rateio de estoque desde o mês de junho, a Secretaria de Estado da Saúde tinha apenas 5 mil insulinas de NPH para dividir com todos os municípios sergipanos. A insulina NPH é usada na manutenção do tratamento de pacientes com diabetes. Já a insulina regular é usada para estabilizar picos de hiperglicemia (alta dosagem).

A secretaria orienta que em caso de algum problema com a entrega da insulina, os usuários falem com a gerência do posto de saúde onde for atendido ou acione a ouvidoria do órgão através do telefone (079) 3179.1080 ou pelo 156, ou ainda ir na sede da SMS, na rua Sergipe, 1310, bairro Siqueira Campos.

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