Milton Alves Júnior
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Sem investimentos estruturais e ações de higienização, o Mercado Albano Franco, em Aracaju, vem se transformando em um reduto de insetos e ratazanas. Como se não bastasse a livre circulação desses animais nos corredores, agora foi denunciada pelos próprios comerciantes a presença deles na parte interna dos dois frigoríficos que armazenam toneladas de carne bovina, suína, aves, além de mariscos como camarão e peixes. Em uma rápida passagem pelo local, a equipe de reportagem do JORNAL DO DIA flagrou o problema nos dois ambientes.
Mesmo observados por fiscais da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), pôde-se perceber as falhas que possibilitam a veracidade da denúncia. Na câmara que refrigera os mariscos, a porta principal possui uma brecha de aproximadamente cinco centímetros, espessura ideal para a fácil passagem de qualquer rato. Segundo o descarregador de mercadoria Antônio José Menezes, o problema é antigo e a administração do mercado tem conhecimento de todos esses casos de falta de higiene.
"Se a população soubesse o quanto isso aqui é nojento, certamente não compraria nesse mercado. Se disserem que se trata de denúncias falsas, eles (administradores) estarão mentindo. Quem passa cinco minutos observando pode flagrar a entrada e saída dos ratos", declarou. Indignados com a situação, alguns servidores da própria Emsurb também já denunciaram o caso. Surpreso com a falta de inspeção, José Menezes concluiu: "Sinceramente não sei como a Vigilância Sanitária ainda não interditou isso aqui. O Albano Franco é uma bomba repleta de imundice".
Flagra – Já no setor de carnes, além do odor e moscas sobre as mercadorias, foi possível presenciar uma ratazana saindo do esgoto e indo em direção da câmara. "A gente nem fica mais surpreso com isso. Quando vamos guardar os nossos produtos, entramos de bota pra evitar o bote desses animais e tentamos armazenar as carnes o mais alto possível, caso contrario, eles pulam e conseguem roer o alimento", disse o comerciante Walter Alves.
Como se não bastasse o problema dos animais, o vendedor lista outras desordens. "Quando falta energia, as vezes esse freezer fica desligado o dia todo e as carnes apodrecem mais rápido. Para não perdermos mais os nossos clientes, esperamos que uma solução seja adotada rapidamente", disse.
Resposta – A direção da Emsurb não se pronunciou sobre os fatos. Por se tratar de assunto complexo e polêmico, gestores da Empresa de Serviços Urbanos irão se reunir com demais gestores públicos da Prefeitura de Aracaju, e, possivelmente ainda hoje, irão emitir uma nota oficial para os meios de comunicação.

