Reajuste afasta as motos de shopping

Cândida Oliveira

Quem foi aos shoppings de Aracaju – Jardins e Riomar – depois do carnaval e precisou utilizar uma vaga do estacionamento foi pego de surpresa com a nova tarifa que passou a vigorar dia 5 de março.
Antes, a tarifa cobrada para estacionar era de R$ 1 a hora e não era cobrado nada para estacionar motocicletas. Agora já vigora a cobrança de R$ 1,50 por cada hora em que os frequentadores deixarem os carros estacionados e R$ 1, para motos. Um reajuste de 50%.
A Defensoria Pública de Sergipe estuda a possibilidade de entrar na justiça contra o aumento. De acordo com a defensora pública, Elizabete Luduvice, se houver abusividade no caso, a defensoria tentará coibir o reajuste. "Não pode haver essa abusividade, o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor é claro, é vedado que o fornecedor de produtos e serviços aumente aleatoriamente esses produtos sem motivo justificável. Se constatarmos que houve abusividade ingressaremos com uma nova ação para coibir o aumento".
A notícia não agradou aos clientes que chegavam ao guichê para pagar a taxa. O funcionário púbico Fabricio Cruz frequenta o shopping Jardins há muitos anos e disse que não percebeu melhorias no local que justificasse o aumento. "O que mudou nos últimos anos foram catracas e o stand de cobrança", observou.
O publicitário Eduardo Silva avaliou que o erro foi ter começado a cobrança. "Agora a exploração só vai aumentar e teremos que arcar com mais essa taxa, além de todas que já pagamos. Por isso, desde quando começou a cobrar diminui as minhas idas aos shoppings", contou.
Em nota enviada a equipe do Jornal do Dia, a assessoria de comunicação dos shoppings informou que o aumento servirá para cobrir custos operacionais e investimentos em infraestrutura. O Procon de Aracaju ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Relembre – A taxa começou a ser cobrada em 2012 e custava R$ 4,00. No mesmo ano, uma decisão judicial reduziu o valor para R$ 1,00 a hora. Em 2013 uma Lei Estadual isentou do pagamento clientes que consumissem algum produto nos centos comerciais, porém, no ano passado a justiça deu ganho aos shoppings e acabou com o benefício.

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