Movimentos sociais que integram o Fórum Contra a Privatização da Saúde construíram na manhã desta quinta-feira no hall da Reitoria da Universidade Federal de Sergipe (UFS) o ato público ‘Revoga EBSERH’.
Há uma semana, o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Ramiro Rockenbach, afirmou que o órgão ingressaria com ação civil pública contra a UFS caso a reitoria, no prazo de uma semana, não revogasse o contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que vem administrando o Hospital Universitário. O prazo se esgotou na última quarta-feira, 29/01, portanto, a manifestação ‘Revoga EBSERH’ cobrou um posicionamento da Reitoria sobre o assunto.
O vice-presidente da CUT/SE, o professor Roberto Silva, presente no ato, afirmou que ao revogar o contrato com a EBSERH o reitor Ângelo Antoniolli estaria cumprindo um compromisso de campanha.
"A CUT/SE, como uma das entidades do Fórum Contra a Privatização da Saúde, firma presença neste ato para cobrar que o reitor da UFS cumpra com a determinação do Ministério Público Federal e revogue o contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) que foi assinado pelo antigo reitor Josué Modesto. Importante lembrar que o mote da campanha do reitor Ângelo Antoniolli foi ‘Universidade 100% pública’, e o contrato com a EBSERH entrega parte da universidade para a iniciativa privada", elucidou.
O dirigente da CUT/SE e trabalhador do Hospital Universitário, Valmir Atitude, cobrou mais investimento na saúde pública para melhorar a prestação de serviços à população.
"O HU é escola, é patrimônio público e presta um bom serviço à população. O HU é nosso, e não deixaremos que ele seja privatizado. O Governo Federal precisa investir em saúde pública ao invés de entregar o nosso patrimônio para que seja administrado por uma empresa", defendeu.


