Rogério Carvalho diz que foi vetado por Edvaldo em 2012

Muitos encontros e conversas com lideranças políticas e partidárias visando às eleições 2016 em todo estado. Assim foi o final de semana do presidente estadual do PT em Sergipe, Rogério Carvalho.
Após reuniões internas com assessores, Rogério cumpriu agenda na capital e no interior, que incluiu visita à pré-candidata Diva, em Pacatuba, e um evento no domingo (19), em Santa Rosa de Lima, onde foi convidado pelo governador Jackson Barreto para participar de uma confraternização com amigos.
Ontem pela manhã Rogério Carvalho concedeu longa entrevista ao radialista George Magalhães, no programa "A Hora da Verdade", deixando claro que não faz vetos sobre os nomes colocados na disputa em Aracaju. Voltou a afirmar que a escolha do nome do bloco ainda está em discussão e que o PT fará um grande debate interno no próximo dia 6 de julho para avaliar que caminho seguir.
Lembrou que em 2012 seu nome foi vetado pelo atual pré-candidato Edvaldo Nogueira (PCdoB), mas que não usará esse fato para vetar o nome dele no processo de discussão. "Em 2012 eu fui escolhido pela militância do Partido dos Trabalhadores como pré-candidato a prefeito. Edvaldo Nogueira era o prefeito de Aracaju e vetou meu nome. O candidato de Edvaldo Nogueira não foi o do PT, foi o do PSB – Valadares Filho -, que votou contra a presidenta Dilma no processo de impeachment, mas nem por isso eu estou fazendo campanha contra Edvaldo Nogueira. Acho que é um nome que deve ser apreciado pela militância do PT. Não tem veto ao nome dele, como não tem veto ao nome de Zezinho Sobral. Não podemos fazer política com vetos", pregou.
Questionado se o lançamento de várias candidaturas e a saída do PSB do bloco não favoreceria ao atual prefeito, João Alves Filho, Rogério considerou que o ideal seria o bloco estar coeso, como aconteceu em outras eleições, e que apesar de respeitar as decisões soberanas e legítimas do PSB, considerou precipitada a decisão do partido sair do bloco, no momento em que todos ainda estavam em processo de definição do nome do pré-candidato.
Ainda sobre uma aliança com o PMDB e em resposta a um ouvinte, que comparou uma aliança com o PMDB um "estupro", voltou a separar a decisão do PMDB nacional no processo de golpe ao mandato da presidenta Dilma Rousseff e a conduta firme de Jackson Barreto em todo o processo, mostrando-se orgulhoso estar ao seu lado.

Compartilhe esta notícia