O alto volume de chuva registrado em Aracaju nas últimas duas semanas tem contribuído para aumentar o número de pontos de alagamento em todos os 43 bairros pertencentes à capital sergipana. No conjunto Médici, próximo à estrada do bairro Luzia, a intensidade das dos efeitos naturais, em paralelo ao sistema de escoamento precário da região, segue gerando transtornos aos moradores e comerciantes. No Residencial Horto do Carvalho, situado no bairro Aruana – zona Sul de Aracaju -, a frente fria trazida pelo inverno tem contribuído para multiplicar o registro de buracos nas ruas e avenidas. Já nas avenidas Anísio Azevedo e Acrísio Cruz, no bairro 13 de Julho, o receio dos moradores envolve o aumento da maré.
Morador da região há 31 anos, o bancário Adalberto Queiroga conversou na tarde de ontem por telefone com o JORNAL DO DIA e garantiu que todos os moradores possuem total conhecimento da vulnerabilidade proporcionada em tempos de chuvas intensas e elevação do nível do mar. "Isso, na realidade não é de conhecimento apenas nosso que mora, trabalha ou estuda em alguma escola aqui da região, mas de todos os aracajuanos que já passaram por aqui nesses dias de crise e presenciaram várias ruas alagadas, inclusive com a canal transbordada. É um sofrimento que enfrentamos há décadas e que alimenta nosso medo de acidente a cada chuva forte", declarou.
Novamente em sinal de reconhecimento para com os riscos provocados pela instabilidade climática, na última segunda-feira, a Prefeitura de Aracaju disparou mensagens informando a probabilidade de mau tempo até a noite de ontem; esse serviço foi realizado pela Defesa Civil Municipal, através do sistema de comunicação disponível aos contribuintes cadastrados na plataforma gratuita de informações. A produção deste alerta teve como base estudos realizados pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o qual visualizou a perspectiva de fortes rajadas de vento e chuva consideradas intensa, com um acumulado de 25 milímetros. O coordenador da Defesa Civil de Aracaju, major Silvio Prado, garante que o trabalho de monitoramento em áreas consideradas de risco, segue acontecendo em toda a capital.


