Milton Alves Júnior
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O Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem atuado rápido no combate à Gripe Influenza H1N1. Menos de um dia após ter noticiado o registro de três casos da doença, a administração pública começou a capacitar profissionais da área que atuam nos setores de coleta, transporte e armazenamento de amostras clínicas de casos até então suspeitos. Apesar do medo que começa a se instalar em Sergipe, um novo dado apresentado na manhã de ontem mostra que todos os casos evoluíram para a cura e têm histórico de contaminação fora do estado e do país.
No dia 30 de abril, começa a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza. Em Sergipe, a meta é imunizar 343 mil pessoas. De acordo com a enfermeira Josiane Monteiro, a capacitação está ocorrendo de forma emergencial a fim de garantir o bom atendimento a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Na avaliação da servidora, a ação realizada não apenas em Sergipe, mas em todos os estados da nação foi tardia e é natural que as pessoas se mostrem preocupadas com o aumento do H1N1. Ela destaca a necessidade de o Ministério da Saúde começar a disponibilizar as vacinas antes mesmo do último sábado deste mês.
"A campanha está prevista para começar no dia 30, mas as pessoas estão precisando dessas doses para ontem. É bastante importante essa ação que a Secretaria de Saúde está fazendo com as categorias, ao capacitá-las, mas precisamos de material – nesse caso, os medicamentos da campanha. Esperar para o final do mês pode ser um erro contra a saúde dos brasileiros", declarou. Com estoque em aproximadamente 20% da capacidade, alguns postos de saúde, quando disponíveis, apenas estão ofertando o medicamento para os sergipanos que irão aterrissar em solo paulistano nos próximos dias.
Apesar da promessa de fornecimento, os aracajuanos estão enfrentando dificuldades para encontrar estes medicamentos. Conforme denunciado na semana passada aqui no Jornal do Dia pelo Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), unidades de referência como o Fernando Franco – no Conjunto Augusto Franco, e o Nestor Piva, estão sem uma dose sequer do medicamento.
"Quero aqui parabenizar a ação de capacitação disponibilizada para todos nós que trabalhamos na área da saúde, mas preciso pedir que agilizem o repasse desses medicamentos. Prontos para trabalhar, mas sem vacina para distribuir é a mesma coisa que tentar combater o mosquito da Dengue deixando os focos de proliferação sem emborcar", avaliou o funcionário público Adilson Nunes dos Santos.
Sem data certa para a triagem destas vacinas em Sergipe, a expectativa local é que o Grupo de Risco formado por crianças de seis meses a menos de cinco anos, idosos, puérperas (paridas), pacientes com doenças crônicas, trabalhadores da saúde, funcionários do sistema prisional e detentos, permaneçam aguardando o início da Campanha Nacional contra a Gripe.


