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SE já capta energia dos ventos


Publicado em 15 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


O secretário Saumíneo Nascimento

A usina de energia eólica, que está sendo instalada na Barra dos Coqueiros, começa a produzir no próximo mês, mas uma das 23 torres já está operando. A informação é de Saumíneo Nascimento, secretário estadual do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia. Nesta entrevista, ele também fala sobre a recente viagem que fez com o governador Marcelo Déda (PT) à Alemanha e diz que o primeiro semestre deste ano foi positivo para a economia sergipana.

JORNAL DO DIA – É positivo o balanço do último primeiro semestre para a política industrial sergipana?

SAUMÍNEO NASCIMENTO – Sim, e isto pode ser confirmado pelas informações que foram apresentadas pelo último Boletim Sergipe Econômico, referente ao mês de maio passado. Registro que se trata de um Boletim da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e da Universidade Federal de Sergipe (UFS), e que visa subsidiar o debate sobre o desenvolvimento do estado. As informações da publicação sinalizam que: a produção de petróleo em Sergipe continua avançando; a produção de gás mantém o ritmo de crescimento; está ocorrendo aumento no consumo de energia elétrica; as exportações de Sergipe também apresentam trajetória de crescimento. Além disso, nas reuniões mensais do Conselho de Desenvolvimento Industrial, temos tido vários projetos industriais que são apreciados e resultam em novos empreendimentos ou aumento da capacidade instalada das plantas existentes.

JD – Existe perspectiva de novas indústrias se instalarem em Sergipe neste segundo semestre?

SN – Temos sim boas perspectivas de inaugurações de novas indústrias neste segundo semestre. Existem empreendimentos nos diversos municípios e também em diversificados setores, a exemplo de: fabricação de artefatos de materiais plásticos; fabricação de especiarias, molhos, temperos; fabricação de conservas de frutas; fabricação de estruturas metálicas; fabricação de artefatos de cimentos; fabricação de adesivos de uso industrial; fabricação de materiais plásticos; indústrias de vidros e de diversos outros ramos industriais.
 
JD – Foi positiva para Sergipe a viagem que o governador Marcelo Déda e o senhor fizeram recentemente para a Alemanha?

SN – Sim, foi muito positiva, pois tivemos contatos com empresários da Alemanha que possuem intenção firme em realizar investimentos em Sergipe. Também tivemos rodadas de conversa/negócios mais exclusivas e muitos também tiveram acesso a nossa Política de Desenvolvimento Industrial, com informações importantes sobre as vantagens de se investir em Sergipe. A viagem foi uma oportunidade para interagirmos com empreendedores brasileiros de outras regiões que estavam buscando negócios na Alemanha e que podem ampliar a atuação no Brasil, via Sergipe, para a conquista de mercados no Nordeste. Foi possível a realização de visitas técnicas para conhecimento de projetos de ciência e tecnológica que possam ser replicados localmente. A Fundação de Apoio a Pesquisa de Sergipe já está em articulação para realizarmos uma parceria com um Instituto de Pesquisa da Alemanha. Estamos guardando segredo dos empreendedores que fazemos contato, em face de estratégia de atração de investimentos que envolvem uma disputa acirrada por novos empreendimentos. Também tivemos a oportunidade de visitar a maior Bolsa de Valores da Europa, a de Frankfurt, onde diversos negócios são realizados diariamente.

JD – Então, pode-se afirmar que a ida do governo sergipano à Alemanha trará resultados econômicos para Sergipe?

SN – É isso. As relações comerciais entre Sergipe e Alemanha podem ser fortalecidas, visto que o estado produz diversos produtos que estão na pauta de importação do país germânico. Assim, o estreitamento de laços entre os países se apresenta como uma oportunidade para incrementar as vendas sergipanas ao exterior. Convém registrar que a Alemanha é a maior potência econômica e tecnológica da Europa e a 4ª do mundo, com um PIB de US$ 3,63 trilhões (2011). Além disso, até 2009 era a líder mundial de exportações, perdendo seu posto para China. Um dos berços da primeira Revolução Industrial e principal articulador da União Européia, dentre os principais produtos estão: máquinas, veículos, produtos farmacêuticos e equipamentos de tecnologia de ponta.
Em 2011, a Alemanha registrou um crescimento de aproximadamente de 2,7% de seu Produto Interno Bruto em relação ao ano anterior, sendo um dos poucos países europeus a manter um nível razoável de crescimento da economia diante do cenário de incertezas da crise européia.

JD – Já há data marcada para a entrada em operação das torres de  geração de energia eólica? Qual a capacidade inicial de geração?

SN – A previsão é de que já tenhamos geração de energia no próximo mês. Esta usina terá capacidade de 34,5 megawats, produzidos por 23 aerogeradores, o que será suficiente para abastecer uma cidade com 120 mil habitantes. Cabe destacar que já foram instaladas 17 das 23 torres, e uma delas já está em funcionamento. No deslocamento Barra dos Coqueiros-Pirambu e vice-versa, já é possível perceber uma mudança na paisagem do litoral nas proximidades da usina. Este é um relevante significado para Sergipe, que amplia a sua matriz energética. Vale registrar que este processo de geração de energia tem se expandido muito no Brasil e no mundo. Na Alemanha, verificamos que esta é uma fonte muito importante de energia, algo que eu também já tinha verificado quando estive na China. A nossa expectativa é que este seja apenas o início e que diversas outras usinas eólicas sejam implantadas em Sergipe.
 JD – Além da recuperação da malha viária estadual, quais os outros investimentos que o governo vem fazendo visando oferecer  infraestrutura às indústrias que se instalaram e às que vão se instalar no estado?

SN – Nós estamos discutindo com a Secretária de Planejamento a alocação de recursos para investimentos nos distritos industriais existentes e em centros de distribuição. A nossa visão é de que a expansão e recuperação de distritos industriais já existentes e a construção de novos distritos e centros de distribuição seja na capital e no interior, através da instalação de galpões, serviços de terraplenagem, melhoria de infraestrutura viária, de energia, água, saneamento e comunicação irão fortalecer bastante o desenvolvimento do setor produtivo sergipano. O diálogo tem sido muito bom na perspectiva de integração de diversos setores produtivos. Também estamos discutindo a ampliação da rede gasodutos a Zona de Processamento de Exportação – ZPE. Vale destacar alguns dos desafios da Política de Desenvolvimento Industrial de Sergipe, a saber: ampliar o nível de investimento produtivo; ampliar a oferta de mão-de-obra qualificada; elevar as exportações da estrutura produtiva; ampliar o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação nas empresas; fortalecer as micro e pequenas empresas; garantir a sustentabilidade ambiental da produção, promoção e descentralização espacial da produção, dentre outros.

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