Monique Oliveira
A seca no sertão de Sergipe já dura mais de um ano. E o problema deve persistir por mais três meses, segundo informações do boletim consolidado do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres. A previsão climática sazonal por consenso para dezembro, janeiro e fevereiro de 2013 indica maior probabilidade de níveis de precipitação abaixo da condição normal climatológica para grande parte da região Nordeste.
Ainda segundo o boletim, a situação de seca na maior parte do sertão nordestino não deverá sofrer melhora significativa. As exceções se dão no norte de Minas Gerais (embora não pertencendo à região Nordeste, está dentro do semiárido) e sul da Bahia, onde a estação chuvosa já traz consideráveis volumes de precipitação.
Dados da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), até o dia 30 de novembro de 2012, dão conta que o número de municípios afetados na região é de 1.247 e o total de pessoas afetadas é de aproximadamente 9,9 milhões de pessoas. Dentre os estados afetados, merece destaque o Estado da Bahia, que possui 262 municípios e mais de 2,9 milhões de pessoas afetados.
Nos 18 municípios em situação de seca permanente, a falta de chuva já causou a perda de quase toda a safra de milho e feijão do Sertão. De acordo com o levantamento feito pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário do município de Poço Verde (Emdagro), mais de 70% das safras foram perdidas nesse período de estiagem na região.
Luiz Alberto Souza, supervisor da Emdagro em Poço Verde, relatou que a situação não está fácil para o agricultor, pois não existe comida e água para os animais e por conta disso, uma média de 50 cabeças de gados morreu e muitos estão abaixo do peso. "Estamos nessa situação há dois anos porque as chuvas não são suficientes", lamentou Luiz.
Para o agricultor José Santana, o sertanejo está sofrendo com a seca. "Não tem comida para o animal e nem para as pessoas. Se não fosse a ajuda do governo a situação estava pior", afirmou.


