Retorno das aulas presenciais e os cuidados com a saúde foram os temas tratados no bate-papo promovido pela Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames), nesta quinta-feira, 26, que contou com a participação do secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), professor Josué Modesto dos Passos Subrinho. Na ocasião, o gestor explicou a secretários municipais os esforços para garantir a efetiva alfabetização dos estudantes sergipanos diante das sequelas educacionais ocasionadas pela pandemia, as quais serão reparadas com as ações do Programa Alfabetizar pra Valer, por meio de parceria já consolidada com 74 municípios.
Modesto iniciou sua fala em defesa da ciência. "Não é fácil voltar presencialmente nesse ambiente de pandemia, porém, temos que confiar muito na ciência. O educador precisa acreditar na ciência", pontuou. Em seguida, ele destacou a parceria com os municípios sergipanos para elevação dos índices educacionais, união que vai além do interesse individual de cada rede e que beneficia todo o sistema de educação pública de Sergipe. "O regime de colaboração foi pensado para chamar a atenção dos municípios para o enfrentamento e combate ao fracasso escolar na rede pública de ensino de Sergipe".
"Orgulhamo-nos muito de contar com a adesão de 74 municípios sergipanos ao Programa Alfabetizar pra Valer, de poder estreitar essa relação e dialogar sobre proporcionar às nossas crianças a chance de construir uma trajetória de êxito. O programa é direcionado aos alunos matriculados na Educação Infantil, 1º e 2º anos do Ensino Fundamental, e a partir deste ano será estendido também para o 3º ano, por conta das perdas ocasionadas pela pandemia. As ações contemplam a oferta de materiais complementares para formações e práticas pedagógicas, formação de professores, qualificação da avaliação e do monitoramento de resultados educacionais, premiação das escolas com os melhores resultados, apoio para melhoria das escolas com os menores resultados e fortalecimento da gestão escolar", informou Josué Modesto.
Segundo o coordenador da Força Tarefa Covid-19 da Universidade Federal de Sergipe (UFS), professor Lysandro Borges, que está acompanhando a testagem ampliada de monitoramento da covid-19 nos municípios sergipanos, os cuidados de biossegurança vão muito além da proteção do ambiente escolar. "Mesas, chão, paredes não são o foco do vírus. O segredo para combater a contaminação está no uso da máscara, de preferência que seja a PFF2 para professores e alunos, e se não tiver condições, pode ser usada a máscara cirúrgica por baixo e uma de tecido por cima. O vírus também se combate com distanciamento e vacinação", disse.
Outro ponto destacado por Lysandro Borges foi a questão da sensação de normalidade entre a população. "Estamos passando por um momento de "lua de mel", que é resultado da flexibilização em virtude da redução de casos, óbitos e aumento das pessoas vacinadas: isso gera uma maior tranquilidade na população, e é aí que encontramos o perigo, porque isso não impede que o vírus continue circulando. Concordamos que o prejuízo escolar é muito grande, mas a escola é um ambiente que necessita de biossegurança",concluiu.

