Sem pistas, SSP decreta sigilo em investigações da morte de delegado

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Ainda não há informações concretas sobre avanços nas investigações da Polícia Civil sobre a morte do delegado Ademir Melo Júnior, 37 anos, assassinado nesta segunda-feira em frente a um condomínio na Alameda das Árvores, bairro Luzia (zona sul de Aracaju). A Secretaria da Segurança Pública (SSP) determinou que as informações sobre o caso sejam mantidas em sigilo, até que haja a prisão do autor do crime e a real comprovação da participação dele. O objetivo, segundo o órgão, é dar total tranquilidade ao trabalho das equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), escolhidas para apurar o crime.

De acordo com o porta-voz da SSP, Renato Nogueira, o sigilo se justifica pela necessidade de que os policiais trabalhem "com total cautela", a fim de garantir que os policiais reúnam o máximo de provas concretas contra o autor do assassinato. "A SSP entende que há um grande anseio da população para que se chegue logo à prisão do assassino, mas as investigações estão correndo a todo vapor, sem nenhuma pressão e, qualquer informação precipitada que saia neste momento pode comprometer o trabalho e criar dificuldades. Nós procuramos dar total tranquilidade às equipes e aos delegados João Eloy e Jonathas Evangelista, para que eles não só cheguem aos autores, mas consigam a elucidação absoluta de todas as circunstâncias deste crime", afirmou Nogueira.

Ainda segundo a SSP, ainda são analisadas as imagens das câmeras de segurança instaladas no condomínio onde o delegado morava e no entorno do local do crime, a fim de ajudar na identificação do homem que atirou três vezes contra a vítima, no momento em que passeava com o cachorro. A única gravação divulgada, pelas redes sociais, mostra a passagem de uma moto com motor potente, em alta velocidade, por uma rua contígua à Alameda das Árvores, no mesmo horário em que aconteceu o crime.

Extraoficialmente, alguns delegados consideram mais provável a hipótese de execução premeditada contra Ademir, pois, a princípio, nenhum objeto dele foi roubado. A motivação do crime, no entanto, ainda não está clara. A Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol) manteve a oferta de R$ 30 mil como recompensa para a pessoa que informar pistas exatas sobre os assassinos de Ademir. De acordo com a entidade, as denúncias são repassadas diretamente para o Disque-Denúncia (181) e logo checadas por equipes de inteligência das polícias Civil e Militar.

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