O governador em exercício, Jackson Barreto, substituiu o governador Marcelo Déda numa entrevista agendada para ontem, 24, numa emissora de rádio da capital, que foi retransmitida por um ‘pool’ de emissoras para todas as regiões do estado. Segundo ele, Déda tem envidado um esforço hercúleo para mobilizar os parlamentares sergipanos buscando sempre esclarecer sobre a importância vital da operação de crédito que disponibilizará R$ 727 milhões para alavancar diversos projetos e dinamizar o desenvolvimento e o crescimento da economia sergipana.
"O que queremos é mostrar que, eliminando-se as questões políticas, não há razões para que os parlamentares sergipanos não aprovem tal operação, já que as condições favoráveis do Estado foram atestadas pela Secretaria do Tesouro Nacional", afirmou Jackson.
Na ocasião, o governador em exercício reforçou o apelo dirigido à presidente da Assembleia Legislativa, deputada Angélica Guimarães, que é a responsável pela elaboração da pauta do Legislativo estadual, para que coloque o projeto o mais rápido possível para a votação.
"O projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, já foi apreciado na Comissão de Economia e Finanças, onde foi detalhado pelos secretários de Planejamento e da Fazenda, e agora resta ser colocado em votação para aprovação do plenário", explicou.
Jackson Barreto lembrou que, dos 17 estados considerados aptos para a operação pela Secretaria do Tesouro nacional, 14 já se encontram com suas tramitações legislativas concluídas e aptos a enfrentarem as demais etapas burocráticas dos organismos financiadores. "Quem vencerá é o povo de Sergipe com iniciativas de combate aos efeitos da crise e benefícios diretos à sua qualidade de vida", reforçou.
Para o secretário da Fazenda, João Andrade, os deputados têm pouco tempo para decidir pela aprovação do projeto. "O prazo ideal para a aprovação pela Assembleia Legislativa finaliza esta semana, pois teremos ainda várias etapas a concluir até o dia 31 de janeiro de 2012, que é a data limite para início da negociação expressa com as instituições financeiras", detalhou.
A possibilidade da não aprovação do projeto pelos parlamentares sergipanos representa, para o secretário do Planejamento, José de Oliveira Júnior, o risco da perda de competitividade de diversos segmentos da economia em relação a outros estados da região.
"A não aprovação do projeto representará a perda da perspectiva de geração de 27 mil empregos na nossa economia, onde diversas empresas perderão espaço para concorrentes de outros estados. Este é um risco que corremos se ficarmos fora de uma iniciativa desenvolvida pela presidenta Dilma Rousseff justamente para combater os efeitos da crise econômica", ilustrou Oliveira Júnior.

