Não há coelhos escondidos na cartola do Go- verno de Sergipe. Segundo o secretário da fa- zenda Marco Antonio Queiroz, há apenas um meio para recuperar a capacidade de investimento do estado: combater a sonegação, cobrar impostos.
Sergipe é hoje um estado de finanças depauperadas, onde os servidores não recebem os reajustes previstos pela norma e não há obras tocadas pelo governo, a fim de movimentar a economia, gerar emprego, renda, consumo e arrecadação. Aqui, os gestores estendem as mãos atadas, desculpam-se pela falta de providências.
A discussão a respeito da saúde financeira estadual voltou à tona por força de uma bravata proferida pelo presidente da República. Segundo Jair Bolsonaro, o governo federal não é o principal responsável pelo preço dos combustíveis no Brasil, muito alto. Se os governadores abrissem mão do ICMS cobrado na bomba, ficaria tudo bem.
Não é simples como Bolsonaro quis fazer parecer. Com os cofres já bastante esvaziados, estados como Sergipe não podem abrir mão de receita, sem mais nem menos.
A sonegação é um problema realmente preocupante. A paralisia do Governo de Sergipe, também. Bastou correr atrás de quem deve para a receita estadual crescer sensivelmente, mais de R$ 500 milhões, entre 2018 e 2019. Infelizmente, contudo, não há muito o que comemorar, o investimento não cresce no mesmo ritmo. Segundo o secretário Marco Antonio Queiroz, o funcionalismo não verá a cor do merecido reajuste tão cedo.


