Sem receber, empresa anuncia que suspende coleta de lixo no sábado.

 

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br
A coleta de lixo volta 
a ser prejudicada 
em Aracaju, por conta da crise que envolve a Prefeitura Municipal (PMA) e as empresas do setor. A Cavo Saneamento anunciou ontem, em nota divulgada ao fim da tarde, que vai suspender os serviços de coleta e limpeza urbana a partir deste sábado, "diante da falta de pagamento por parte da prefeitura". De acordo com a empresa, os repasses do Município estão atrasados há mais de 90 dias e a dívida acumulada desde março deste ano, quando a Cavo começou a trabalhar na cidade, já chega a R$ 19,2 milhões. 
"Desde março, quando começou a operar na cidade, a empresa contratou 1.100 funcionários, investiu R$ 6 milhões em obras, compra de máquinas e de equipamentos e teve despesas de R$ 5 milhões em material de segurança, uniformes e em aluguel de equipamentos. Ao longo deste período, recebeu apenas R$ 1,9 milhão da Prefeitura, quando deveria ter recebido R$ 19,2 milhões. A dívida vencida há mais de 90 dias já chega a R$ 5,6 milhões", diz a nota da Cavo, ao justificar a decisão de suspender os serviços. 
A firma alega ainda que seguiu executando o trabalho de coleta usando o próprio dinheiro, enquanto aguardava pelos repasses da PMA. "Durante todo este período, a Cavo conseguiu manter o alto padrão de qualidade no atendimento ao município, mas a partir deste sábado, não poderá mais financiar com recursos próprios a limpeza pública da cidade. A Cavo espera receber da Prefeitura o mais breve possível para retomar a execução dos serviços", acrescenta.
Esta é a segunda interrupção em menos de um mês. No último dia 24 de setembro, os garis da empresa entraram em greve e suspenderam a coleta durante uma semana, alegando atraso nos salários, falta de pagamentos de direitos e assédio moral contra os funcionários. O movimento terminou depois de um acordo firmado no Ministério Público do Trabalho (MPT-20), no qual a Cavo se comprometeu a atender as reivindicações. Mesmo com a manutenção do efetivo de 40%, por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-20), estima-se que a greve provocou o acúmulo de cerca de cinco toneladas de lixo nas ruas da capital.
A Prefeitura de Aracaju não se manifestou oficialmente sobre a dívida com a empresa Cavo, que pertence ao grupo paulista Estre Ambiental e começou a atuar na cidade a partir de um contrato emergencial firmado com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). A escolha aconteceu após o fim do contrato entre a PMA e a baiana Torre Empreendimentos, que suspendeu o serviço outras quatro vezes e ainda reclama o pagamento de mais de R$ 25 milhões em dívidas pendentes desde 2015. Apesar de denúncias de irregularidades na escolha da empresa, investigadas pelo Ministério Público Estadual, a Cavo conseguiu prorrogar o contrato de emergência em setembro. 
Na edição de ontem do JORNAL DO DIA, a colunista Rita Oliveira informou que a gestão do prefeito João Alves Filho (DEM) deve deixar para o seu sucessor um déficit de R$ 129 milhões em dívidas acumuladas do Município com fornecedores, incluindo a Cavo e a Torre. A PMA vem alegando que enfrenta uma crise financeira, com queda na arrecadação e nos repasses de recursos federais e estaduais.

 Gabriel Damásio

gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A coleta de lixo volta a ser prejudicada em Aracaju, por conta da crise que envolve a Prefeitura Municipal (PMA) e as empresas do setor. A Cavo Saneamento anunciou ontem, em nota divulgada ao fim da tarde, que vai suspender os serviços de coleta e limpeza urbana a partir deste sábado, "diante da falta de pagamento por parte da prefeitura". De acordo com a empresa, os repasses do Município estão atrasados há mais de 90 dias e a dívida acumulada desde março deste ano, quando a Cavo começou a trabalhar na cidade, já chega a R$ 19,2 milhões. 

"Desde março, quando começou a operar na cidade, a empresa contratou 1.100 funcionários, investiu R$ 6 milhões em obras, compra de máquinas e de equipamentos e teve despesas de R$ 5 milhões em material de segurança, uniformes e em aluguel de equipamentos. Ao longo deste período, recebeu apenas R$ 1,9 milhão da Prefeitura, quando deveria ter recebido R$ 19,2 milhões. A dívida vencida há mais de 90 dias já chega a R$ 5,6 milhões", diz a nota da Cavo, ao justificar a decisão de suspender os serviços. 

A firma alega ainda que seguiu executando o trabalho de coleta usando o próprio dinheiro, enquanto aguardava pelos repasses da PMA. "Durante todo este período, a Cavo conseguiu manter o alto padrão de qualidade no atendimento ao município, mas a partir deste sábado, não poderá mais financiar com recursos próprios a limpeza pública da cidade. A Cavo espera receber da Prefeitura o mais breve possível para retomar a execução dos serviços", acrescenta.

Esta é a segunda interrupção em menos de um mês. No último dia 24 de setembro, os garis da empresa entraram em greve e suspenderam a coleta durante uma semana, alegando atraso nos salários, falta de pagamentos de direitos e assédio moral contra os funcionários. O movimento terminou depois de um acordo firmado no Ministério Público do Trabalho (MPT-20), no qual a Cavo se comprometeu a atender as reivindicações. Mesmo com a manutenção do efetivo de 40%, por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-20), estima-se que a greve provocou o acúmulo de cerca de cinco toneladas de lixo nas ruas da capital.

A Prefeitura de Aracaju não se manifestou oficialmente sobre a dívida com a empresa Cavo, que pertence ao grupo paulista Estre Ambiental e começou a atuar na cidade a partir de um contrato emergencial firmado com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). A escolha aconteceu após o fim do contrato entre a PMA e a baiana Torre Empreendimentos, que suspendeu o serviço outras quatro vezes e ainda reclama o pagamento de mais de R$ 25 milhões em dívidas pendentes desde 2015. Apesar de denúncias de irregularidades na escolha da empresa, investigadas pelo Ministério Público Estadual, a Cavo conseguiu prorrogar o contrato de emergência em setembro. 

Na edição de ontem do JORNAL DO DIA, a colunista Rita Oliveira informou que a gestão do prefeito João Alves Filho (DEM) deve deixar para o seu sucessor um déficit de R$ 129 milhões em dívidas acumuladas do Município com fornecedores, incluindo a Cavo e a Torre. A PMA vem alegando que enfrenta uma crise financeira, com queda na arrecadação e nos repasses de recursos federais e estaduais.

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