Milton Alves Júnior
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto ocuparam na manhã de ontem parte da Avenida Adélia Franco, zona Sul de Aracaju, com a proposta de pressionar o Governo de Sergipe a promover repasses de casas populares e conceder melhores condições de sobrevivência a famílias moradoras do Conjunto Japaozinho, zona Norte da capital. Conforme lamentação dos militantes sociais, existem casas prontas na região, mas até a manhã de ontem não foram devidamente entregues às famílias cadastradas. O fluxo de veículos ficou suspenso por mais de duas horas e agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito foram acionados a fim de minimizar os efeitos do ato público.
Reunidos em frente ao Palácio Governador Augusto Franco (Palácio dos Despachos), o grupo reivindicava a presença do governador Jackson Barreto de Lima para se discutir o pleito da comunidade. Representado pela superintendente da Casa Civil, Conceição Vieira, o poder executivo estadual recebeu os líderes do movimento e garantiu trabalhar diariamente para solucionar algumas das reivindicações. Diante da garantia, os manifestantes desobstruíram a via por volta das 12h. Durante a mobilização uma carga de pneus usados – que possivelmente seria utilizada para criar barreiras de fogo, foi apreendida por agentes da Polícia Militar.
Segundo avaliação da coordenadora do movimento, Michele Silva, o pleito tem sido apresentado há mais de dois anos conforme as obras das residências destinadas a programas sociais são concluídas e entregues a administração governamental. A perspectiva, de acordo com o grupo, é que o governador Jackson Barreto de Lima se solidarize com as reivindicações e apresente um planejamento para entrega desses imóveis. Apesar da ausência do governador na reunião com os manifestantes, a presença da secretaria ajudou a minimizar a irritação de alguns. O movimento descartou a possibilidade de promover outros atos até a primeira quinzena do próximo ano.
"Tem sido uma luta antiga, mas que percebemos nunca ser resolvido. Como não obtivemos resposta, decidimos ocupar a entrada principal desse palácio, sede da administração pública, e pressionar o governador para atender os nossos pedidos. Esperamos que a partir de agora o governo ponha essa luta na pauta interna deles de debate e tão logo seja possível conquistar sucesso", declarou, Michele Silva. O ato teve início ainda por volta das 9h30, quando os manifestantes começaram a se aglomerar nas intermediações do Terminal de Integração do Distrito Industrial de Aracaju. As 10h o grupo saiu em marcha até a frente do Palácio dos Despachos.


