Sergipana é homenageada no Curta-SE 18

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Quando a edição 
inaugural do Cur-
ta-SE veio ao mundo, dezoito anos atrás, isto que pode ser chamado hoje, com alguma boa vontade, de Cinema Serigy era só uma fantasia. Pouca gente se atrevia, então, a pensar o audiovisual a partir de um ponto de vista original, com os pés na terrinha. Se agora a realidade é outra, bem diferente, isto se deve também à persistência de Rosângela Rocha, a mulher por trás da ideia, que nunca desistiu do Festival.
A transformação no cenário chegou a ponto de o Curta-SE 18 homenagear uma realizadora sergipana, na flor da idade, em plena atividade criativa, prestes a conquistar o mundo. Everlane Moraes assina uma produção tão regular quanto consistente. E, em certa medida, é também uma cria da cultura audiovisual fomentada pelo Curta-SE. 
Entre os maiores feitos da homenageada, públicos e notórios, o premiado documentário ‘Caixa D’água – Qui-Lombo é esse?’ (2012). Os quinze minutos de imagens reunidas no filme resgatam o significado original de uma das paisagens mais caras à geografia afetiva de Aracaju, nas alturas do Bairro Cirurgia, desde então irmanada à verdade dos moradores mais antigos do lugar.
No documentário, ponto alto do audiovisual Serigy, escuta-se em todas as falas uma música de tom monocórdio, captada durante sabe-se lá quantas horas de entrevistas, uma melodia que nasce no mesmo abafado dos pontos de macumba e das preces que arrastam as novenas. Como se não bastasse o serviço prestado à memória, Everlane ainda emprestou a própria carne para contorno da poesia. Simplesmente tocante.
É por essa e por outras que o Curta-SE não pode morrer na praia. Os gestores públicos precisam entender que as crises chegam e vão embora. As histórias bem contadas, ao contrário, sempre darão o que pensar.

Quando a edição  inaugural do Cur- ta-SE veio ao mundo, dezoito anos atrás, isto que pode ser chamado hoje, com alguma boa vontade, de Cinema Serigy era só uma fantasia. Pouca gente se atrevia, então, a pensar o audiovisual a partir de um ponto de vista original, com os pés na terrinha. Se agora a realidade é outra, bem diferente, isto se deve também à persistência de Rosângela Rocha, a mulher por trás da ideia, que nunca desistiu do Festival.
A transformação no cenário chegou a ponto de o Curta-SE 18 homenagear uma realizadora sergipana, na flor da idade, em plena atividade criativa, prestes a conquistar o mundo. Everlane Moraes assina uma produção tão regular quanto consistente. E, em certa medida, é também uma cria da cultura audiovisual fomentada pelo Curta-SE. 
Entre os maiores feitos da homenageada, públicos e notórios, o premiado documentário ‘Caixa D’água – Qui-Lombo é esse?’ (2012). Os quinze minutos de imagens reunidas no filme resgatam o significado original de uma das paisagens mais caras à geografia afetiva de Aracaju, nas alturas do Bairro Cirurgia, desde então irmanada à verdade dos moradores mais antigos do lugar.
No documentário, ponto alto do audiovisual Serigy, escuta-se em todas as falas uma música de tom monocórdio, captada durante sabe-se lá quantas horas de entrevistas, uma melodia que nasce no mesmo abafado dos pontos de macumba e das preces que arrastam as novenas. Como se não bastasse o serviço prestado à memória, Everlane ainda emprestou a própria carne para contorno da poesia. Simplesmente tocante.
É por essa e por outras que o Curta-SE não pode morrer na praia. Os gestores públicos precisam entender que as crises chegam e vão embora. As histórias bem contadas, ao contrário, sempre darão o que pensar.

 

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