O governo federal definiu pela criação da Sala de Situação, que também já estava dentro da estratégia do Estado, e que fará o monitoramento diário do que está acontecendo em relação ao mosquito Aedes aegypti, declarado como o "grande inimigo desta guerra". Em Sergipe, o trabalho já começou na quinta-feira, 10, com a participação de órgãos estaduais como a Defesa Civil, Secretaria de Estado da Educação, além do Exército e da Funasa.
"As ações desenvolvidas em Sergipe estão sintonizadas com a estratégia do governo federal. Estamos com um protocolo de notificação, análise dos dados e atendimento às mães e crianças em pleno funcionamento, atuando a tempo de produzir os efeitos necessários", avaliou o secretário da Saúde, José Sobral, na quarta-feira passada, durante a apresentação do Plano feita pela própria presidente Dilma Rousseff, com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Castro, secretários da área e governadores de diversos estados, inclusive Jackson Barreto, de Sergipe.
Para o secretário José Sobral, é importante ressaltar que, além da Dengue, o mosquito agora transmite outras duas doenças, com consequências graves. "No caso do Zika, que já teve sua relação comprovada com a Microcefalia, não há referência na literatura mundial, o que mostra a seriedade do problema", complementou, lembrando ainda que nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro há um aumento bastante considerável da proliferação do mosquito, por causa do calor. Portanto, a hora de atuar preventivamente é esta.
"No Nordeste, ainda temos a particularidade do armazenamento de água em reservatórios, que é costume em muitas regiões. Já foi comprovado que 82% dos focos do vetor são encontrados nesses locais. Outro dado importante é que apenas 1% do combate efetivo está relacionado ao carro fumacê, os outros 99% é o controle da larva que se desenvolve nas residências, o que ascende ainda mais a necessidade da parceria com a população", reforça José Sobral.
O cronograma de ações também envolve a parceria com os municípios, por isso, os agentes de saúde devem se somar à luta e realizar as visitas nas comunidades, assim como os agentes de endemias, os militares do 28º Batalhão de Caçadores e a Defesa Civil. "Estamos todos debruçados sobre o problema para resolvê-lo. Peço, mais uma vez, a colaboração da população no sentido de vigiar os quintais e não dar chance ao mosquito. Ele se reproduz a cada cinco dias, então o cuidado deve ser constante", solicitou José Sobral.


