Sergipe é campeão, nove anos depois

Foi sofrida, difícil, com enfim vem sendo as conquistas do Sergipe, ao longo da sua história. Assim, o 32º. Título de campeão estadual do time rubro, não poderia ser diferente. O jogo de domingo foi um verdadeiro teste para cardíacos, com um gol no primeiro minuto do jogo e o gol do título, no último minuto da partida.

O Sergipe abriu uma vantagem de 2×0 no primeiro tempo, com um gol de Lucão no primeiro minuto da partida e um de Fabinho Cambalhota, aos 29 do primeiro tempo. O time rubro era absoluto em campo, dada a desorientação do adversário. Poderia ter feito mais dois ou três gols. Não fez e quase custa caro a displicência dos seus atacantes.

Reação do River Plate – No segundo tempo, o treinador Edmilson Santos, do River Plate, partiu para tudo ou nada, abriu seu meio de campo, trocou um zagueiro e um meio campista (Márcio e Everton), por dois atacantes (Marcelinho e Claudinei). E não é que deu certo.

Com quatro minutos de jogo, Marcelinho invade pelo meio, sofre falta na intermediária e Kível cobra, a bola desvia na barreira e trai o goleiro Marcão. Era o primeiro gol do River Plate. Alegria na torcida interiorana e apreensão para os rubros. A situação ficou mais complicada ainda aos 31 minutos, com outro gol de Leandro Kível que se transformou no artilheiro da competição com 10 gols.

Entre o gol de empate e o gol da derrota, o River Plate esteve perto e marcar. Mas foi feita justiça à melhor equipe do campeonato. O árbitro já tinha dado três minutos de acréscimos e aos 46, faltando dois para encerramento da partida, o gol de Carlinhos que fez a galera rubra delirar. A jogada começa com Almir Sergipe, chega aos pés de Leozinho, que cruza rasteiro para área. A zaga falha e a bola encontra o lateral Carlinhos, para fazer 3×2, o gol do título.

Mas o Sergipe ainda passou um grande susto. No sufoco, a bola foi alçada na área do Sergipe e o zagueiro Bira subiu mais que a defesa e o goleiro Marcão, para marcar o que seria o gol de empate e levaria a decisão para as disputas de pênaltis. Mas a assistente viu impedimento no zagueiro do River Plate e o arbitro anulou o gol.

Depois desse lance, final de jogo e a festa era rubra. Cada atleta desabafando, comemorando e o torcedor rubro enfim, pode comemorar um titulo de campeão estadual, nove anos depois. Um título justo, para uma equipe que se manteve a maior parte da competição à frente dos demais concorrentes.
Um titulo incontestável. O Sergipe Teve o melhor ataque com 30 gols assinalados, 14 recebidos e um saldo de 16 gols. Marcou 36 pontos e ainda foi campeão da Copa Governo do Estado, correspondente ao primeiro turno da competição.

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