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Sergipe é o 3 Estado menos violento do NE


Publicado em 20 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


Tab. 6.4 Ordenamento das UF por taxas de homicídio de crianças e adolecentes. Brasil. 2000-2010

"O Mapa da Violência 2012 – Crianças e Adolescentes do Brasil" publicado na quarta-feira, dia 18, faz um relatório minucioso das mortes envolvendo crianças e adolescentes no Brasil. O relatório põe Sergipe como o terceiro Estado menos violento do Nordeste, embora mostre que houve nos últimos dez anos um aumento substancial dos crimes contra as crianças e adolescentes nos nove estados da região, com a diminuição dos índices em estados do Sudeste e Sul do País.

Sergipe, mesmo estando entre Bahia e Alagoas, que apresentam um crescimento exponencial das mortes envolvendo o público infanto-juvenil, se coloca entre um dos estados do Norte e Nordeste com menor crescimento.

Segundo o relatório, baseado em dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS), no Nordeste, Sergipe, com uma taxa de 11,2, fica atrás apenas do Maranhão (6,8) e Piauí (3,6) nos casos de mortes de crianças e adolescentes para cada 100 mil habitantes.

Estados como a Bahia (23,8), Alagoas (34,8) e Paraíba (21,6) alcançaram o aumento considerável, com taxas percentuais, no caso da Bahia, que chega a 580%.

Sob controle – Segundo o secretário da Segurança Pública de Sergipe, delegado João Eloy, embora tenha sido registrado um aumento nos últimos anos, Sergipe, considerando o cenário Nordestino e brasileiro, ainda está em uma situação analisada por ele como "controlada" e que o Estado tem se esforçado para combater o grande vilão que engrossa estes dados nos estados nordestinos: o tráfico de entorpecentes.

"Diríamos que estamos entre duas áreas de conflito que são Bahia e Alagoas, com índices que realmente chamam a atenção. Estamos entre a Bahia e Alagoas e bem próximo de Pernambuco e Paraíba, que apesar de terem diminuído, ainda estão com taxas ainda bem altas", frisou Eloy, lembrando que políticas públicas eficazes fizeram com que o Estado de Pernambuco contabilizasse uma redução importante nos últimos anos, embora haja ali taxas de homicídios ainda consideradas altas.

A análise do secretário chama a atenção porque, segundo a SSP, várias dessas mortes mantêm relação intrínseca com o transporte e recepção de drogas do Sudeste – sobretudo o crack oriundo de São Paulo -, para os estados do Nordeste. "O público infanto-juvenil, infelizmente, passou a ter funções cada vez mais fundamentais no comércio e distribuição do crack", diz Eloy.

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