Cândida Oliveira
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Para solucionar mais rapidamente casos de suspeita de envenenamento, reconhecimento de identidade de corpo, de termo de morte, entre outros, Sergipe está montando seu Instituto de Análise e Pesquisas. No dia 30 de novembro será entregue o prédio localizado na nova sede do Sergipetec e, a partir de então, será moldado e equipado.
Segundo o coordenador geral de perícias do Estado, Adelino Costa Lisboa, o Governo de Sergipe já adquiriu alguns equipamentos, mas aguarda o recebimento do prédio para que sejam liberados os que serão entregues pelo Ministério da Justiça. "Por meio de projetos junto à Secretaria Nacional de Segurança, estamos recebendo R$ 600 mil para as áreas de DNA e laboratório forense", revela.
Ainda de acordo com Adelino Lisboa, é uma nova fase para as soluções de crimes em Sergipe. "Receberemos ainda equipamento de toxologia, de áudio e vídeo, computadores, bancadas, o sequenciador de DNA e outros. O que precisamos mais agora é de recursos humanos, já que possuímos pouco contingente, tendo em vista que os últimos contratos são de 1986", aponta.
Nos laboratórios haverá entomologia forense, que é a investigação dos insetos para dar tempo de morte. Já a toxologia trabalha com identificação de fármacos – drogas – e material biológico para identificar possível envenenamento ou uso de drogas por meio do sangue, urina e massa encefálica. Também serão investigados crimes virtuais.
Trabalho – Serão ainda realizados exames de tipagem genética humana de amostras biológicas de cadáveres e de restos mortais não identificados e de familiares de pessoas desaparecidas; tipagem genética humana de amostras biológicas referentes a casos de estupro e/ou violência sexual, ou ainda amostras coletadas em local de crime; análise para identificação de venenos orgânicos e inorgânicos, metálicos e gasosos; exames de identificação de drogas apreendidas; entre outros.
Já está em posse da Secretaria da Segurança Pública (SSP) um equipamento de análises toxicológicas, denominado Cromatógrafo. Ele vai auxiliar a Polícia Técnica sergipana na apuração e elucidação de crimes que envolvam substâncias tóxicas. Segundo Adelino Lisboa, o novo equipamento servirá para identificar substâncias de forma qualitativa e quantitativa encontradas em pessoas mortas e vivas.
"Por exemplo, o arsênico encontrado em legumes, que geralmente não é a causa da morte de uma pessoa. O médico desconfiando pede para fazer o exame colhendo extrato do estômago de uma pessoa e o aparelho pode detectar a tal substância de forma macroscópica, bem como verificar se quantidade encontrada foi letal", explicou.
Para a perita criminal e diretora do Instituto de Análises e Pesquisas Forense, Maria Auxiliadora, o novo equipamento é o primeiro passo para ser dada uma resposta mais imediata à sociedade em casos relacionados à utilização de substâncias tóxicas.
"O aparelho nos permite trabalhar com a parte biológica, como o conteúdo estomacal, urina ou saliva de pessoa morta ou viva. Esse material vai passar por uma leitura óptica, o resultado é impresso, sendo transformado em laudo e posteriormente em prova técnica", constatou.


