Uma caminhada de luta reuniu mulheres e homens, trabalhadores do campo e da cidade, estudantes, o movimento sindical e os movimentos sociais de Sergipe no dia 1º de Maio, Dia da Classe Trabalhadora.
Para destacar o enfrentamento à violência nas escolas, a manifestação do 1° de Maio em Aracaju/Sergipe saiu da porta do Colégio Vitória do Santa Maria, às 9hs da manhã. A caminhada percorreu as ruas do Bairro Santa Maria e se encerrou em frente à Maternidade do Bairro 17 de Março, privatizada pelo prefeito de Aracaju.
O protesto foi construído pela Frente Popular Sergipe por Direitos e Democracia que reúne todas as centrais sindicais, sindicatos e os movimentos sociais de Sergipe.
Já na concentração do protesto, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT Sergipe), Roberto Silva, explicou porque o protesto do 1º de Maio saiu da porta do Colégio Vitória do Santa Maria e da porta da Creche Papa João Paulo II.
“A saída deste ato da frente de uma escola pública tem um simbolismo importante para fazermos o debate da violência, da necessidade da paz nas escolas e o enfrentamento à violência nas escolas. As escolas estão sendo vítimas de ataques permanentes destes golpistas, neonazistas de extrema direita que não se contentam com a democracia, não se contentam com a escola como espaço da diversidade”, declarou o presidente da CUT Sergipe.
A manifestação foi marcada pelo rap do Coletivo Ruas e Entre Becos que propagou a voz da resistência ao longo de todo o percurso mandando a sua mensagem com cultura e política.
Estudantes e professores fortaleceram a luta pela revogação da Reforma do Ensino Médio por entenderem que o projeto promove enorme prejuízo à educação pública em todo o Brasil. O movimento sindical dos professores de Sergipe protestou contra o anúncio do governador Mitidieri de 2,5% de reajuste que para a maioria dos professores significa apenas R$ 85 a mais no contracheque dos educadores e das educadoras da Rede Pública Estadual de Ensino.
Sergipe protesta por valorização, direitos e contra privatizações


