Milton Alves Júnior
Registrando novo indicativo de alta, os casos envolvendo testes positivos para a covid-19 pontuaram 505 notificações nas últimas 24 horas em todo o estado de Sergipe. Apesar da multiplicação representativa, o quantitativo de pessoas enfrentando quadro clínico grave e/ou evoluindo para óbito, segue com fluxo bem abaixo do vivenciado nas demais três primeiras ondas da doença. De acordo com o Instituto Butantã, a resposta para essa diferença letal está na proteção imunológica que milhões de brasileiros tiveram acesso por intermédio direto das vacinas desenvolvidas com a finalidade única de barrar os efeitos danosos provocado pelo coronavírus.
O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também reconhecem de forma oficial que menos pessoas tem perdido a luta contra a doença em virtude das quatro doses da vacina – sendo duas iniciais e outras duas de reforço. O problema, conforme identificam os pesquisadores, está no amplo volume de brasileiros os quais seguem sem tomar as doses de reforço, ou mesmo se dirigiram à uma Unidade Básica de Saúde (UBS), a fim de pleitear as duas primeiras doses. Um balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), identificou que pelo menos 230 mil sergipanos permanecem sem tomar as quatro doses; o índice de pessoas sem as duas primeiras doses alcança a casa dos 10%.
Na esfera nacional, a Anvisa lamenta que milhares de brasileiros estejam com a respectiva tabela de vacina incompleta, e alerta para as mortes. Segundo a Agência, mais de 70% dos óbitos atuais correspondem a pessoas não vacinadas ou sem reforço. Ao contrário dos 26 casos oficiais notificados no mês passado, em novembro já foram pontuados mais de 1.200 casos no estado de Sergipe. O Brasil também segue registrando avanço. Ao todo são mais de 60.000 testes positivos nos 24 primeiros dias de novembro. Na tentativa de estabilizar e reduzir os testes positivos, a partir de hoje voltou a ser obrigatório o uso de máscaras em plataformas, pistas e áreas de convivência social dos aeroportos; está exigência se estende para o interior dos ônibus aeroportuário e nas próprias aeronaves.
A obrigatoriedade mantém-se facultativa apenas para crianças com até 03 anos de idade, ou – em curto prazo -, para pessoas se alimentando ou hidratando. De igual modo ao procedido ao longo dos últimos dois anos, sempre de segunda à sábado o governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde, apresenta atualização da crise sanitária imposta pelo coronavírus. Um novo balanço será apresentado no início da noite de hoje.


