Sergipe teve saldo negativo de empregos no mês de fevereiro

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do MTE, indicou que, no segundo mês desse ano, Sergipe apresentou um saldo (total de admissões menos total de desligamentos) negativo de empregos formais de 1.989 vagas. Este total foi impulsionado, principalmente, pela queda no nível de emprego da Indústria de Transformação no mês analisado (-1.417).
Em fevereiro, o setor que mais empregou foi o de Serviços Industriais de Utilidade Pública (grupo que inclui as estatais responsáveis pela distribuição de serviços essências, como água e energia elétrica), criando 50 novos empregos formais, no mês em análise.
No primeiro bimestre de 2016, Sergipe acumula um saldo negativo de empregos formais, tendo reduzido 2.372 postos de trabalho para os sergipanos. O resultado negativo dos dois primeiros meses do ano, está atrelado ao elevado número de desligamentos da Indústria de transformação (-1.708), do comércio (-793) e em seguida a agropecuária (-195). Do lado oposto, o setor da Construção Civil criou 179 novos empregos no mês, enquanto que no mesmo mês do ano anterior o setor registrou uma redução de 301 postos de trabalho.  

Economia recua – O nível de atividade da economia sergipana fechou 2015 com recuo de 1,5% em relação a 2014. O dado é do Índice Sergipano de Atividade Econômica (ISAE), indicador elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES). O índice foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, sendo composto de 35 indicadores da economia estadual.
Dentre os cinco setores que compõem o indicador, somente o setor de serviços sergipano registrou avanço em 2015, com aumento de quase 3,0%. Quanto aos demais setores, verificou-se que a indústria registrou a maior queda na atividade no ano passado. A retração registrada foi de 7,9% em relação ao ano anterior. Logo após figurou o setor do comércio com baixa de 4,8%, seguido de Pecuária (-4,2%) e Agricultura (-3,4%).
O índice do Banco Central que mede o nível de atividade econômica na região Nordeste (IBCR-NE), assinalou queda de 2,6% em 2015. O mesmo foi verificado nas maiores economias da região, caso da Bahia que marcou queda de -2,0%, Pernambuco (-3,0%) e o Ceará (-2,9%). Para esses estados, o Banco Central também calcula um índice que mede a atividade econômica, são eles – IBCR-BA, IBCR-PE e o IBCR-CE.

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